Biografia dos Acadêmicos: João Raimundo de Araújo


João Raimundo de Araújo é professor e historiador, Doutor em História pela Universidade Federal Fluminense, com a tese “A Construção do Mito da Suíça Brasileira (1910-1960)”, defendida em 2003. Mineiro de Antônio Carlos, radicado em Nova Friburgo desde 1977, especializou-se no estudo do processo de urbanização e industrialização de Nova Friburgo associado às lutas políticas locais e à difusão da ideologia da Suíça Brasileira. Foi, durante muitos anos, coordenador e liderança-mor do Departamento de História da Faculdade de Filosofia Santa Dorotéia. Organizador e co-autor  do livro Teia Serrana- formação histórica de Nova Friburgo. Tomou posse na Academia Friburguense de Letras em 2003.

Atualmente é professor titular do Governo do Estado do Rio de Janeiro, e membro de corpo editorial da Revista História e Luta de Classes. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil.

Cadeira nº 12 - Patronímica: Ernesto Carneiro Ribeiro
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Deus, Bob Marley, e uma mensagem para você




Todos os dias eu acordava pela madrugada, trocava de roupa e seguia para o carro, a fim de pegar a primeira condução para o Rio de Janeiro. Dava um beijo em minha esposa, nos meus filhos e saía sorrateiramente, preocupando-me em não fazer muito barulho e não incomodar seu sono.

Já no carro, eu o ligava e deixava circular o óleo pelo motor, ligava o aparelho de rádio, tocava o crucifixo, me benzia e começava minhas orações, enquanto a música seguia baixinho e o motor do carro aquecia, para somente então seguir em frente.


Em minhas orações eu pedia proteção e saúde a minha mulher e filhos, que eu fizesse uma boa viagem de ida e volta, agradecia por tudo – e com medo de ter esquecido alguma coisa – e para variar, pedia ajuda para resolver os problemas que eu já tinha e os que surgiriam. 

Pois é. Nesse dia, como nos próximos a esse, eu pedia ajuda para um problema no trabalho que há meses me consumia; aguardava a resposta de um requerimento que havia feito, e que não tinha nenhuma expectativa de ser atendido, apenas esperança. E por mais que Ele tenha falado para não nos preocuparmos com o amanhã – nem os pássaros se preocupam, não é mesmo? - lá estava eu enchendo a paciência do Pai. 

Foi então, que mesmo concentrado, a música que tocava no rádio me chamou a atenção a ponto de eu parar completamente a oração. Bob Marley entoava “Three little birds” (Três passarinhos) e os versos que se seguiram me causam arrepios até hoje. Bob dizia “Não se preocupe com qualquer coisa, porque cada pequena coisa vai ficar bem…” e mais à frente “Levantei esta manhã, Sorri com o sol nascendo, Três pequenos passarinhos, Pousaram na minha porta (…) cantando: Esta é minha mensagem para você”.

Estava claro: a mensagem era para mim! Eu não precisava me preocupar com nada. Benzi-me novamente, sorri desconcertado e agradeci. Segui minha viagem sem maiores percalços, e continuei minha rotina de acordar pela madrugada, ligar o carro e o rádio e fazer minhas orações. E toda vez eu me lembrava de Bob: Não se preocupe!

Cerca de duas semanas depois chegou a resposta do meu requerimento: deferido! Pode ser uma coincidência, eu sei que vão dizer isso. Mas eu acredito que Deus, Jesus, Alah,  Jeová, Jah – ou seja lá como você O chama – se comunica conosco todos os dias, perceba você, ou não. É como na cidade, olhar para o céu e ver poucas estrelas, justamente porque as luzes dos postes nos ofuscam. Lá na roça, nos rincões, onde há pouca luz,é possível ver muito mais estrelas.

Então sintonize os ouvidos e os olhos. As mensagens estão aí, por todos os lados, as respostas estão aqui, diante de nós e nem percebemos. Naquela madrugada foi Bob Marley, mas pode ser qualquer um, até mesmo três passarinhos cantando doces músicas, de melodias puras e verdadeiras.
Esta é minha mensagem para você. 

George dos Santos Pacheco
georgespacheco@outlook.com


George dos Santos Pacheco (Nova Friburgo, 7 de outubro de 1981) é um escritor friburguense. Um dos autores da Coletânea “Assassinos S/A Vol. II”, e do romance “O fantasma do Mare Dei”, ambos publicados pela Editora Multifoco em 2010. Participou da antologia “Buriti 100”, pela Editora Buriti preparou para comemorar o lançamento do seu 100º livro. É também autor do romance "Uma Aventura Perigosa", do livro de contos "Sete - Contos Capitais", do infantil "As aventuras de Frog, o ratinho", e do livro de contos Tarde demais para Suzanne. Tem textos publicados em diversos blogs e sites especializados, é colunista da Revista Êxito Rio, e mantém desde 2009 o blog Revista Pacheco, onde publica seus próprios textos e de colaboradores. Recebeu Menção Especial no VI Concurso de Trovas do Grêmio Português de Nova Friburgo, no tema lírico-filosófico; foi premiado em 1º lugar, na categoria crônica, e em 2º lugar, na categoria conto, no 1º Concurso Literário da Câmara Municipal de Nova Friburgo, Troféu Affonso Romano de Sant'anna; e em 3° lugar, na categoria prosa, no I Concurso de Prosa e Poesia de Bom Jardim - RJ, com o conto "O Dono do Bar", durante a III Festa Literária da Serra (FLITS). Em 2014, teve seu conto "A Dama da Noite" adaptado para um curta metragem homônimo, através do coletivo audiovisual "Sétima Literal", de Nova Friburgo, que serviu de cartão de visitas da cidade para a implantação de um Polo de Audiovisual na região.
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Sonhando...


Se a nossa vida é um lago de serenas
Ondulações, adormecido quando
Por ele passa alegremente o bando
Das multicores e gentis falenas;

Lago azul, onde a aurora molha as penas
Sempre que se levanta, ora banhando
Na fresca matinal as açucenas;

Meu doce amor, enquanto não morremos,
Como dois cisnes plácidos vaguemos
Sobre as águas tranquilas e azuladas,

Ouvindo ao longe o suspirar do vento
E contemplemos o azul do firmamento
Nas misteriosas noites estreladas.

Júlio Mário Salusse (Nova Friburgo, 30 de março de 1872 – Rio de Janeiro, 30 de janeiro de 1948) foi um advogado e poeta brasileiro. Neto de uma das primeiras imigrantes suíças, Marianne Joset, que colonizaram Nova Friburgo, e de Guillaume Marius Salusse, oficial de Napoleão Bonaparte. Parnasiano, notabilizou-se pela autoria de "Cisnes", que goza até hoje de extrema popularidade.
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Conheça a Academia Friburguense de Letras!


Fundada em 22 de junho de 1947, a Academia Friburguense de Letras foi idealizada por duas figuras atuantes do setor cultural da época: Messias de Moraes Teixeira e Rudá Brandão de Azambuja. A eles juntaram-se outros respeitados intelectuais daquele período para criar a associação, que hoje é uma referência na cidade.

Desde a primeira reunião, realizada ao ar livre, em plena Praça 15 de Novembro (atual Getúlio Vargas), até os dias de hoje, a Academia vem cumprindo com a proposta de incentivar a atividade literária, educativa e cultural da cidade. Também conhecida como a Casa de Julio Salusse, a entidade reúne atualmente cerca de 40 membros. São escritores, poetas, jornalistas, professores e profissionais liberais do município que emprestam seu talento às reuniões e eventos promovidos na casa.


O prédio onde funciona a Academia, inaugurado em 16 de maio de 1962, foi idealizado pelo então presidente do sodalício, Juvenal Marques e o prefeito de Nova Friburgo, Dr. Amâncio Mário de Azevedo, que, respectivamente, dão nome ao Salão Nobre e à Biblioteca da Academia. Eram diretores da Academia Friburguense de Letas, na ocasião:

Juvenal Marques - Presidente
Messias de Moraes Teixeira - 1º Vice-Presidente
José Côrtes Coutinho
- 2º Vice-Presidente
Augusto de Lima Brandão - 1º Secretário
João Baptista de Moraes - 2º Secretário
Luís de Gonzaga Malheiros - 1º Tesoureiro
Nelson Kemp - 2º Tesoureiro
Décio Monteiro Soares - Bibliotecário
Daniel de Carvalho - Diretor da Revista
José Baptista dos Santos - Procurador

Membros do Conselho Fiscal

Afonso Freire
Moacyr Navarro Gonzaga

Brasão e Lema
Brasão da Academia Friburguense de Letras, entalhado na mesa do Salão Nobre Juvenal Marques
O brasão da Academia Friburguense de Letras consta de um livro sobre um fundo azul, com a inscrição: “Cultuar a arte é sublimar o espírito”, lema de autoria de Rudá Brandão de Azambuja, um dos fundadores da instituição, conforme registrado em ata.


Salão Nobre Juvenal Marques
Patrono da Academia Friburguense de Letras


Júlio Salusse é o patrono da Academia Friburguense de Letras, órgão literário brasileiro localizado em Nova Friburgo. Os cisnes representam junto ao brasão com a inscrição do lema da instituição, um dos símbolos da academia. O poeta também dá nome a uma escola da rede estadual de ensino em Nova Friburgo.

A seguir, o poema de Salusse:
Cisnes

A vida, manso lago azul algumas
Vezes, algumas vezes mar fremente,
Tem sido para nós constantemente
Um lago azul, sem ondas sem espumas!

Sobre ele, quando, desfazendo as brumas
Matinaes, rompe um sol vermelho e quente,
Nós dois vagamos indolentemente,
Como dois cisnes de alvacentas plumas!

Um dia um cisne morrerá, por certo:
Quando chegar esse momento incerto,
No lago, onde talvez a agua se tisne,

Que o cisne vivo, cheio de saudade,
Nunca mais cante, nem sósinho nade,
Nem nade nunca ao lado de outro cisne...

Detalhe da dedicatória abaixo do poema

Como és colecionador de autógrafos, resolvi pedir ao Salusse este "Cisnes" para te dar. Assim, poderás gabar de ter um autógrafo do famigerado soneto que hoje, corre quanto em todos os idiomas.

Dependências da Academia Friburguense de Letras

Sala de Reuniões e Biblioteca

Galeria dos Presidentes (detalhe sobre o balcão de dois cisnes em porcelana,símbolos da Casa de Salusse)

Biblioteca Amâncio de Azevedo
Cisnes
Placas
Jubileu de Ouro da Academia Friburguense de Letras, comemorado em 22 de junho de 1997

Sexagésimo aniversário da Academia Friburguense de Letras, comemorado em 22 de junho de 2007

Inauguração do prédio da Academia Friburguense de Letras

Homenagem a Aurélio de Lyra Tavares, quinto ocupante da Cadeira 20 da Academia Brasileira de Letras, eleito em 23 de abril de 1970, na sucessão de Múcio Leão
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Discurso de posse de Tereza Cristina Malcher Campitelli


Sr. Presidente da Academia Friburguense de Letras Professor Antonio Vitiello

É um privilégio ocupar nesta Academia a cadeira número 27, patronímica de Júlia Valentim da Silveira Lopes de Almeida. Este momento é a realização de um sonho que construí desde quando soube que nesta cidade havia uma casa de letras, a Casa de Salusse. Serenos foram meus esforços e tive o acolhimento do Professor Aécio Alves da Costa, presidente na época em que me apresentei como escritora infanto-juvenil, o apoio especial do acadêmico Alberto Wermelinger e dos acadêmicos Paulo Jordão Bastos, Ordilei Alves da Costa, Robério José Canto e Álvaro Ottoni.

Quero agradecer a atenção que sempre recebi da minha mãe Lia, meu marido Ricardo, meus filhos Alberto (in memoriam) e Ana Gabriela, minha irmã Lygia e dos amigos que ofereceram seus olhos atentos aos meus textos, colaborando com comentários e sugestões.

Ocupar a cadeira de Júlia Lopes de Almeida é motivo de orgulho. Foi surpreendente conhecer esta notável escritora com quem encontrei grande sintonia. A cada momento da pesquisa sobre sua vida e obra, a mim foi se revelando uma pessoa de fibra, defensora dos direitos da mulher e da educação das crianças. Em quarenta anos de atividade literária, exerceu com coragem o papel feminino numa sociedade machista, sabendo, como tal, olhar para o futuro com esperança e inteligência. Foi protagonista da própria história; nada devendo aos homens do seu tempo.

Júlia nasceu no Rio de Janeiro, em 1862 e viveu um período de sua infância em nossa cidade. Foi para São Paulo, onde, aos dezenove anos, estreou como escritora na Gazeta de Campinas, sendo uma das primeiras mulheres a escrever para periódicos. Aos 24 anos de idade, publicou seu primeiro livro, “Traços e iluminuras”. Casou-se com Felinto de Almeida, poeta e diretor da revista A Semana, para a qual se dedicou sistematicamente. Teve três filhos, também escritores, e com um deles, Afonso, escreveu “A árvore”, obra de cunho didático. E com o marido, escreveu o romance, “A casa verde”.

Colaborou como contista e cronista em vários jornais e revistas por mais de 30 anos, quando fez campanhas em defesa da independência e instrução da mulher. Foi tão expressiva com relação à temática, que foi presidente honorária da Legião da Mulher Brasileira, criada em 1919.

Sua obra reúne mais de 40 volumes, entre romances, contos, literatura infantil, teatro, crônicas e obras didáticas. Podemos destacar, além dos títulos indicados, “A intrusa”, “A caolha”, “Contos infantis”, ”Histórias da nossa terra” e “Oração à Santa Dorotéia”.

Júlia Lopes de Almeida foi convidada por famosos escritores da época para colaborar com a idealização da Academia Brasileira de Letras, porém, pasme, Sr. Presidente, esta eminente escritora não pode ocupar uma cadeira, apenas por ser mulher.

Em 1930, ela faleceu no Rio de Janeiro. Mesmo sendo considerada a primeira romancista brasileira e ter feito sucesso, ainda não é tratada como uma escritora importante na nossa história. Ficou esquecida no passado. Hoje, apenas uma escola estadual, em Osasco, São Paulo, é denominada Júlia Lopes de Almeida em sua homenagem.

A cadeira número 27 também perpetua minha antecessora, Maria de Lourdes Valentim Meira, nascida em 1909, em Niterói. Mariomar, como era chamada, deixa ecos de musicalidade, poesia e esperança em nossa Academia, Sr. Presidente. Em sua biografia pude observar uma vida repleta de flores coloridas, de amores, amigos e admiradores, muito embora trazendo na bagagem pacotes de sofrimentos e lutas. Porém seu olhar se dirigia para os primeiros raios de sol do amanhecer. Assim, fez do Sol Nascente, sítio que tinha em Niterói, lugar para estimular a arte e a literatura, onde artistas, principalmente poetas, participavam de encontros e eventos.

Ela foi poetisa, dramaturga, contista, radialista e professora primária. Apreciadora e, especialmente fazedora de trova, criando rimas com lirismo e filosofia.

Sua obra reúne dezenove publicações, dentre as quais destaco: “Arpejos” (trovas), “Os homens preferem as viúvas” e “Pedaços do meu sentir”. Colaborou com contos em jornais de Niterói. E, certamente, com tanta sensibilidade e criatividade, não pode deixar de escrever para o teatro.

Foi fundadora das Academias de Letras de São Gonçalo e Maricá. Em reconhecimento ao seu entusiasmo pelo trovadorismo, foi convidada a ocupar a cadeira Cecília Meireles na Academia Brasileira de Trovas, bem como, a cadeira número 25 da Academia Niteroiense de Letras.

Mariomar faleceu em 2003. Em seus quase cem anos de vida, teve um papel relevante para a cultura fluminense.

A partir de hoje, com muita honra ocuparei a cadeira número 27 da Casa de Salusse. Nasci no Rio de Janeiro, em 1953 e, desde cedo, fui cercada pela literatura. Com vovó Carmem passei anos escutando o bater das teclas da máquina de escrever e vendo sua cuidadosa pesquisa com as palavras para reescrevê-las nos livros de bolso que traduzia. Li todos com entusiasmo. Afinal de contas, ver o nome da minha avó na capa de um livro era motivo de grande orgulho!

Sendo filha de bibliotecária, vivi parte da infância e adolescência no fascinante mundo dos livros, onde tive contato com mil e uma histórias. Como as atividades da biblioteca eram enriquecidas com palestras, atividades lúdicas e criativas, tive a oportunidade de conhecer a vida e a obra de escritores, artistas e pensadores; o que foi importante para o desenvolvimento da minha escrita.

Como surgiu Nova Friburgo em minha vida? Aos nove anos de idade, passei as férias na Fazenda Bela Vista, localizada na antiga estrada de Amparo; lá plantei raízes criei meus dois filhos e cultivei amigos por toda a cidade.

Sou formada em Pedagogia pela Universidade Santa Úrsula, Mestre em Educação pela PUC-RJ. Trabalhei vinte anos com educação em colégios como orientadora educacional e com Orientação Vocacional, em caráter particular. Aqui, em Friburgo, na Faculdade de Filosofia Santa Dorotéia, atuei como professora. Somente aos cinquenta anos descobri o prazer em criar enredos, cenários e personagens. Tudo por causa do “Pequeno príncipe”. Ao relê-lo, Saint Exupéry me encantou. Sua forma de criar e de usar as palavras me fez ter vontade de desvendar o imaginário. Devagar fui me transportando para o universo da arte e trouxe os valores que preservei na minha vida e formação. Os caminhos que percorri influenciaram os livros de literatura infantojuvenis que escrevi.

Este caminhar se iniciou com dois textos de dramaturgia, quando fiz a adaptação das obras, “Cabeças trocadas” (1998) de Thomas Mann e “Você me ama?” (2000) de Ronald d’Laing. Ambos foram encenadas no Rio de Janeiro, na Casa de Cultura Laura Alvim. Posteriormente, fiz a adaptação de um livro meu, “Um cão cheio de ideias” (2007), e tive a alegria de também vê-lo encenado neste mesmo palco, bem como, no Teatro das Artes no Shopping da Gávea, Rio de Janeiro.

Para aprimorar a habilidade na escrita, participei de oficinas literárias de literatura infanto-juvenil e de humor. Com este segundo grupo, colaborei para as seguintes coletâneas: “Humor, tô vivo” (2006) com os contos “Solavancos”, “Porta giratória” e “A revelação”; em “Contos, crônicas e gozações” (2008), participei com os contos “Mulheres” e “Ô, xen!”; em “Tudo junto e separado”, com os contos “Tecidos”, “Quem vem para o café da manhã?”, “Quem sabe...” e “Apegos”.

Minha primeira obra publicada foi “O livro maluco e a caneta sem tinta” (2006), em parceria com Márcio Paschoal, pela editora Zit. A seguir, “Um cão cheio de ideias” (2007), na primeira edição pela editora Paulinas. Com o conto Quase... participei da coletânea organizada por Anna Cláudia Ramos, “Alguns segredos e outras histórias” (2008), publicada pela editora Larousse.

Meu último livro foi “Aventureiros da Serra”, editado pela RHJ Livros, em 2012.

Desde que comecei a escrever livros infantojuvenis, desenvolvo oficinas de literatura para professores, dentre as quais destaco: Leitura e educação: instrumentos de transformação; Leitura e cognição; Avaliação do livro de leitura.

Senhor Presidente, tornar-me membro efetivo desta Academia é a oportunidade que a vida me dá para exercer o papel de cidadã. Através da literatura infanto-juvenil, reforço ainda mais o compromisso com meu leitor no sentido de continuar a criar histórias com sensibilidade, usar as palavras com responsabilidade e construir textos com valores. Como também, é um estímulo para colaborar com as propostas de incentivo à leitura, reconhecendo-a como um prazer, um direito e, principalmente, um recurso importante à formação da pessoa. Finalmente, comprometo-me, ainda, em contribuir para o funcionamento e florescimento desta Academia de Letras que é voltada e interessada na difusão da cultura e da literatura.

Obrigada!

Nova Friburgo,13 de dezembro de 2013.
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Biografia dos Acadêmicos: Tereza Cristina Malcher Campitelli


Formada em pedagogia pela Universidade Santa Úrsula, e Mestre em Educação pela PUC-RJ, Tereza Cristina Malcher Campitelli iniciou sua formação literária na Estação das Letras em 2004, e em oficinas; realço a infantojuvenil, sob orientação de Anna Claudia Ramos. Publicou os livros infantis “O Livro Maluco e a caneta sem tinta”, em coautoria com Márcio Paschoal, ed. ZIT, 2006, indicado ao Prêmio Jabuti, 2007; “Um cão cheio de ideias”, ed. Paulinas, 2007; “Aventureiros da Serra”, RHJ Livros, 2012. O conto juvenil “Quase...”, Larousse Jovem, 2012, na coletânea “Alguns Segredos e outras histórias”, inscrito no PNBE, 2011.

Adaptou textos para o teatro: “Cabeças Trocadas”, Thomas Mann, encenado no SESC-Copacabana, 2000; “Você me Ama?”, Ronald D’ Laing, 2002, no teatro Cândido Mendes, “Um Cão cheio de ideias”, de própria autoria, no Teatro das Artes, Shopping da Gávea, 2007 dentre outros. Realiza oficinas de literatura desde 2008: rede municipal e particular de ensino, RJ e SESC- Nova Friburgo, onde, em 2013, apresentou a oficina de leitura para jovens leitores “O Livro de Literatura Infantojuvenil: Um Caminho ao Imaginário” e em 2016 “As Narrativas”. Em 2015 idealizou, planejou e participou, também na mesma unidade do SESC,  ao lado dos acadêmicos da Academia Friburguense de Letras, de poetas, violonista clássico e cantores de Rap, do projeto “Esta História também é sua”, além de lançar o livro "Ajelasmicrim" em agosto. Escreve para o jornal A Voz da Serra, Nova Friburgo, na coluna semanal, Literatura Infantojuvenil.

Foi laureada em 1º lugar do prêmio OFF FLIP de Literatura, 2014, na categoria infantojuvenil, na Festa Literária Internacional de Paraty cujo livro foi editado em 2015 pela respectiva editora, Selo OFF FLIP.  Em 2014 e 2015, participou dos saraus  no Festival de Inverno SESC Nova Friburgo; em 2014 participou do programa Fala Autor com o livro "O Livro Maluco e a caneta sem tinta".  O livro, em 2015, foi lançado na Academia Friburguense de Letras, em Nova Friburgo. No Rio de Janeiro, foi lançado na Livravria Argumento e no Centro Cultural Vida Ativa. Foi eleita presidente da Academia Friburguense de Letras para o biênio 2017/2018.

Cadeira nº 27 - Patronímica: Júlia Lopes de Almeida
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