Biografia dos Acadêmicos: Sérgio Bernardo


Sérgio Bernardo é carioca, nascido no bairro de Botafogo, mas vive em Nova Friburgo desde a infância. Jornalista, escritor e poeta, faz parte de academias de letras e associações culturais. Em concursos tem premiações em vários estados do Brasil, em Portugal e na Argentina, destacando-se o Helena Kolody de Poesia, o Paulo Leminski de Contos, o Off Flip de Poesia 2006, o Femup 2008 e o Felippe d’Oliveira em várias edições. Tem textos em dezenas de antologias, a exemplo, "Meninos" (editada em Belo Horizonte, em 2009), bem como em jornais, revistas e sites do país e exterior, além de um poema no documentário "Um bonde chamado Santa Teresa", dirigido por Jorge Ferreira. Manteve por 6 anos no jornal A Voz da Serra a coluna literária LetraLivre. Lançou, em 2005, o livro Caverna dos signos, com poesia e prosa, a convite da Secretaria de Cultura de Nova Friburgo.

Cadeira nº 2 - Patronímica: Alberto de Oliveira
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Coral Academia Friburguense de Letras se apresenta na Igreja Nossa Senhora das Graças


O Coral Academia Friburguense de Letras, se apresentará no dia 6 de dezembro de 2015, às 20 horas, na Igreja nossa Senhora das Graças, em Olaria. A AFL convida a todos para assistirem a mais essa apreesntação do coralregido pela maestrina Lanúzia Pimentel, o que certamente significará passar alguns momentos no encatamento que a boa música proporciona.
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3º Concurso Literário da Câmara Municipal de Nova Friburgo: Premiação ocorre no dia 26 de novembro


O 3º Concurso Literário da Câmara Municipal de Nova Friburgo, que este ano, homenageia o professor e escritor Robério José Canto, presidente da Academia Friburguense de Letras (AFL), terá sua cerimônia de premiação no dia 26 de novembro de 2015,às 18 horas, em sessão solene na Câmara Municipal de Nova Friburgo, na Rua Farinha Filho, nº 50 - Centro , Nova Friburgo - RJ.

Também foram homenageados, em outras edições do concurso, o escritor Affonso Romano de Sant’Anna, em 2013; e o escritor e jornalista João Máximo,em 2014.
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Concurso Nacional de Literatura Heitor Villa-Lobos: Premiação ocorre no dia 11 de dezembro

(Foto: Acervo)
Como parte das comemorações do centenário da estreia de Heitor Villa-Lobos como compositor, que aconteceu em 29 de janeiro de 1915, no Theatro Dona Eugênia, em Nova Friburgo, a Academia Friburguense de Letras (AFL) promoveu o Concurso Nacional de Literatura Heitor Villa-Lobos, buscando incentivar o conhecimento da vida e obra do compositor, além de ressaltar Nova Friburgo como local de inspiração para grandes obras artísticas.

Os prêmios serão entregues em sessão solene na Câmara Municipal de Nova Friburgo, no dia 11 de dezembro de 2015, às 19h30min, na Rua Farinha Filho, nº 50 - Centro , Nova Friburgo - RJ. Os três primeiros classificados de cada modalidade receberão os seguintes valores: 1o lugar: R$500; 2o lugar: R$300; e 3o lugar: R$100. Os demais concorrentes receberão certificados de participação. As obras poderão ser utilizadas na divulgação de atividades socioculturais da Academia, incluindo a publicação na revista Letras Friburguenses.
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Por que (não) celebrar o Natal?



Dias atrás o Papa veio a público e disse que não há clima para a celebração de Natal.

Afirmou categoricamente: "Estamos perto do Natal: haverá luzes, festas, árvores iluminadas, presépios, (…) mas é tudo falso. O mundo continua em guerra, fazendo guerras, não compreendeu o caminho da paz."

Uma atitude, no mínimo, corajosa. Vinda de um Papa, mais ainda. Que bom haver entre nós uma liderança que foge do lugar comum e, em algum sentido, subverte a ladainha do politicamente correto.

O Papa tem razão. Nosso tempo está de cabeça pra baixo mesmo. Irresponsabilidade pública nas pequenas e grandes coisas, terrorismo, crise política, arrocho econômico; enfim, um tempo de desesperança.

Mas discordo quando diz que não há clima pro Natal. Penso que é exatamente por causa das mazelas desse nosso tempo que o Natal deva ser comemorado. Subversivamente celebrado. Como denúncia anunciado.

O problema é que sempre se pensa em Natal como festa. Aí, de fato, não há lugar. Mas o Natal é bem diferente de festa. O nascimento do menino Jesus é tudo, menos festa.

A romantização que fizemos dos presépios, das árvores, das luzes e da comida são uma deformação do anunciado pelos evangelhos. Uma criança nasceu num curral de animais. Seus pais estavam obrigados por uma lei opressora. Logo depois, as perseguições que, décadas a frente, culminaram na tortura e morte de cruz.

A beleza das mesas de Natal não tem nada a ver com o nascimento de Jesus. Nada. Muito menos tem a ver com a família de Nazaré as celebrações pomposas da noite de Natal.

É claro que como metáfora que é, o Natal alimenta mil e uma interpretações e usos. Isso tem a ver com o registro mítico dos postulados religiosos. E aí, é claro, há intencionalidades ancestrais nas celebrações cúlticas.

Funcionam como ópio: inebriam, mas acalmam. Seduzem e dispersam. Heinrich Heine, em 1840, escreveu: "Bendita seja a religião, que derrama no amargo cálice da humanidade sofredora, algumas doces e soporíferas gotas de ópio espiritual, algumas gotas de amor, fé e esperança."

Marx foi menos otimista: "A miséria religiosa constitui ao mesmo tempo a expressão da miséria real e o protesto contra a miséria real. A religião é o suspiro da criatura oprimida, o ânimo de um mundo sem coração e a alma de situações sem alma. A religião é o ópio do povo. A abolição da religião enquanto felicidade ilusória dos homens é a exigência da sua felicidade real. O apelo para que abandonem as ilusões a respeito da sua condição é o apelo para abandonarem uma condição que precisa de ilusões. A crítica da religião é, pois, o germe da crítica do vale de lágrimas, do qual a religião é a auréola."

O desafio que se coloca é recuperar a realidade da estrebaria. O Natal que contraria a lógica da religião e inverte seus valores: destrona o céu e dignifica o ser humano.

Reduzir o Natal à festa, bolas e enfeites é banalizar a realidade. E a melhor forma de fazer isso, na religião, é o por meio da metafísica. Divinizar.

O Papa tem razão. Não faz sentido celebrar o Natal. Soa falso.

É preciso reinventá-lo: o menininho nasceu na indignidade de um curral, do ventre de uma mulher pobre. Nada mais humano. E é isso que importa. Humanizar.

Ricardo Lengruber

Ricardo Lengruber Lobosco é Bacharel em Teologia pelo Instituto Metodista Bennett (1995), e com Licenciatura Plena em História pela Faculdade de Filosofia Santa Dorotéia (1998). Especializado em Teologia e Ministério pelo McCormick Theological Seminary (1998) e em Administração Escolar pela UCAM (2011). Mestre (2002) e Doutor (2007) em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Cadeira nº 11 - Patronímica: Cruz e Souza.

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