Academia Friburguense de Letras empossa nova diretoria

 
Na sexta-feira, 30, será realizada a solenidade de posse da nova diretoria da Academia Friburguense de Letras para o biênio 2015/2016. 
A AFL — que caminha para completar 68 anos ininterruptos de presença efetiva e produtiva na vida de Nova Friburgo — continuará sendo comandada por Robério José Canto (foto) (presidente), que contará com o apoio da seguinte diretoria: Luiz Cláudio Azevedo de Mendonça, Ordilei Alves da Costa, Tereza Malcher Campitelli, Alberto Wermelinger, Aécio Alves da Costa, Dilva de Moraes e Hartmut Riedmaier.
O grupo pretende ampliar a presença da Academia na vida social e cultural de Nova Friburgo, promovendo palestras, cursos, concursos e outras atividades de interesse da comunidade friburguense. A Casa de Salusse também estará aberta para parcerias com outras entidades, de modo a ser, cada vez mais, um espaço dedicado à informação, à produção e à divulgação de bens culturais.
O evento será realizado, a partir das 19h, na sede da entidade, na Praça Getúlio Vargas 57, Centro
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Biografia dos Patronos: Euclides da Cunha


Euclides Rodrigues da Cunha (Cantagalo, 20 de janeiro de 1866) foi um engenheiro, militar, físico, naturalista, jornalista, geólogo, geógrafo, botânico, zoólogo, hidrógrafo, historiador, sociólogo, professor, filósofo, poeta, romancista, ensaísta e escritor brasileiro.

Euclides nasceu na fazenda Saudade, em Cantagalo, filho de Manuel Rodrigues da Cunha Pimenta e Eudóxia Alves Moreira da Cunha. Órfão de mãe desde os 3 anos, passa a viver em casas de parentes em Teresópolis, São Fidélis e Rio de Janeiro. Em 1883 ingressa no Colégio Aquino, onde foi aluno de Benjamin Constant, que muito influenciou a sua formação introduzindo-lhe à filosofia positivista. Em 1885, ingressa na Escola Politécnica, e no ano seguinte, na Escola Militar da Praia Vermelha, onde novamente encontra Benjamin Constant como profes

Foi eleito em 21 de setembro de 1903 para a cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras na sucessão de Valentim Magalhães, e recebido em 18 de dezembro de 1906 pelo acadêmico Sílvio Romero.

A esposa de Euclides, conhecida como Anna de Assis, veio a tornar-se amante de um jovem cadete 17 anos mais novo do que ela chamado Dilermando de Assis. Ainda casada com Euclides, teve dois filhos de Dilermando. Um deles morreu ainda bebê. O outro filho era chamado por Euclides de "a espiga de milho no meio do cafezal", por ser o único louro numa família de morenos. Aparentemente, Euclides aceitou como seu esse menino louro.

A traição de Anna desencadeou uma tragédia em 1909, ao que Euclides entrou armado na casa de Dilermando dizendo-se disposto a matar ou morrer. Dilermando reagiu e matou Euclides, mas foi absolvido pela justiça militar ao ser julgado. Entretanto,
até hoje o episódio, conhecido como Tragédia da Piedade, é alvo de controvérsias. Dilermando mais tarde casou-se com Anna e seu casamento durou 15 anos.

O corpo de Euclides foi velado na ABL. O médico e escritor Afrânio Peixoto, que assinou o atestado de óbito, mais tarde ocuparia sua cadeira na Academia.

Principais obras

1884
  •     CUNHA, Euclides da. Em viagem: folhetim. O Democrata, Rio de Janeiro, 4 abr. 1884.
1887
  •     A flor do cárcere. Revista da Família Acadêmica, Rio de Janeiro, 1 (1): 10, nov. 1887.
1888
  •     A Pátria e a Dinastia. A Província de São Paulo, 22 dez. 1888.
  •     Críticos. Revista da Família Acadêmica, Rio de Janeiro, 1(7): 209-213, maio 1888.
  •     Estâncias. Revista da Família Acadêmica, Rio de Janeiro, 1 (10): 366, out. 1888.
  •     Fazendo versos. Revista da Família Acadêmica, Rio de Janeiro, 1(3): 87-88, jan. 1888.
  •     Heróis de ontem. Revista da Família Acadêmica, Rio de Janeiro, 1(8): 227-8, jun. 1888.
  •     Stella. Revista da Família Acadêmica, Rio de Janeiro, 1(9): 265, jul. 1888.
1889
  •     Atos e palavras. A Província de São Paulo, 10-12, 15, 16, 18, 23, 24 jan. 1889.
  •     Da corte. A Província de São Paulo, maio 1889.
  •     Homens de hoje. A Província de São Paulo, 22 e 28 jun. 1889.
1890
  •     Divagando. Democracia, Rio de Janeiro, 26 abr. 1890.
  •     Divagando. Democracia, 24 maio 1890.
  •     Divagando. Democracia, 2 jun. 1890.
  •     O ex-imperador. Democracia, 3 mar. 1890.
  •     Sejamos francos. Democracia, Rio de Janeiro, 18 mar. 1890.
1892
  •     Da penumbra. O Estado de S. Paulo, 15, 17 e 19 mar. 1892.
  •     Dia a dia. O Estado de S. Paulo, 29 e 31 mar. 1892.
  •     Dia a dia. O Estado de S. Paulo, 1-3, 5-8, 10, 13, 17, 20, 24 e 27 abr. 1892.
  •     Dia a dia. O Estado de S. Paulo, 1, 8, 11, 15, 18 e 22 maio 1892.
  •     Dia a dia. O Estado de S. Paulo, 5, 12, 22 e 29 jun. 1892.
  •     Dia a dia. O Estado de S. Paulo, 3 e 6 jul. 1892.
  •     Instituto Politécnico. O Estado de S. Paulo, 24 maio 1892.
  •     Instituto Politécnico. O Estado de S. Paulo, 1o. jun. 1892.
1894
  •     A dinamite. Gazeta de Notícias, Rio de Janeiro, 20 fev. 1894.
1897
  •     A nossa Vendeia. O Estado de S. Paulo, 14 mar. 1897 e 17 jul. 1897.
  •     Anchieta. O Estado de S. Paulo, 9 jun. 1897.
  •     Canudos: diário de uma expedição. O Estado de S. Paulo, 18 e 22-29 ago. 1897.
  •     Canudos: diário de uma expedição. O Estado de S. Paulo, 1, 3, 9, 12, 14, 21, 26 e 27 set. 1897.
  •     Canudos: diário de uma expedição. O Estado de S. Paulo, 11-13, 20, 21 e 25 out. 1897.
  •     Distribuição dos vegetais no Estado de São Paulo. O Estado de S. Paulo, 4 mar. 1897.
  •     Estudos de higiene: crítica ao livro do mesmo título do Doutor Torquato Tapajós. O Estado de S. Paulo, 4, 9 e 14 maio 1897.
  •     O Argentaurum. O Estado de S. Paulo, 2 jul. 1897.
  •     O batalhão de São Paulo. O Estado de S. Paulo, 26 out. 1897.
1898
  •     O "Brasil mental". O Estado de S. Paulo, 10-12 jul. 1898.
  •     Excerto de um livro inédito. O Estado de S. Paulo, 19 jan. 1898.
  •     Fronteira sul do Amazonas. O Estado de S. Paulo, 14 nov. 1898.
1899
  •     A guerra no sertão [fragmento]. Revista Brasileira, Rio de Janeiro, 19 (92/93): 270-281, ago./set. 1899.
1900
  •     As secas do Norte. O Estado de S. Paulo, 29, 30 out. 1900 e 1o. nov. 1900.
  •     O IV Centenário do Brasil. O Rio Pardo, São José do Rio Pardo, 6 maio 1900.
1901
  •     O Brasil no século XIX. O Estado de S. Paulo, 31 jan. 1901.
1902
  •     Os Sertões: campanha de Canudos. Rio de Janeiro: Laemmert, 1902. vii + 632 p. il.
  •     Ao longo de uma estrada. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 18 jan. 1902.
  •     Olhemos para os sertões. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 18 e 19 mar. 1902.
1903
  •     Os Sertões: campanha de Canudos. 2. ed. rev. Rio de Janeiro: Laemmert, 1903. vii + 618 p. il.
  •     Viajando… O Estado de S. Paulo, São Paulo, 8 set. 1903.
  •     À margem de um livro. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 6 e 7 nov. 1903.
  •     Os batedores da Inconfidência. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 21 abr. 1903.
  •     Posse no Instituto Histórico. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, 66 (2): 288-93, 1903.
1904
  •     A arcádia da Alemanha. O Estado de S. Paulo, 6 ago. 1904.
  •     Civilização. O Estado de S. Paulo, 10 jul. 1904.
  •     Conflito inevitável. O Estado de S. Paulo, 14 maio 1904.
  •     Contra os caucheiros. O Estado de S. Paulo, 22 maio 1904.
  •     Entre as ruínas. O Paiz, Rio de Janeiro, 15 ago. 1904.
  •     Entre o Madeira e o Javari. O Estado de S. Paulo, 29 maio 1904.
  •     Heróis e bandidos. O Paiz, Rio de Janeiro, 11, jun. 1904.
  •     O marechal de ferro. O Estado de S. Paulo, 29 jun. 1904.
  •     Um velho problema. O Estado de S. Paulo, 1o. maio 1904.
  •     Uma comédia histórica. O Estado de S. Paulo, 25 jun. 1904.
  •     Vida das estátuas. O Paiz, Rio de Janeiro, 21 jul. 1904.
1905
  •     Os Sertões: campanha de Canudos. 3. ed. rev. Rio de Janeiro: Laemmert, 1905, vii + 618 p. il.
  •     Rio abandonado: o Purus. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, 68 (2): 337-89, 1905.
  •     Os trabalhos da Comissão Brasileira de Reconhecimento do Alto Purus [Entrevista]. Jornal do Commercio, Manaus, 29 out. 1905.
1906
  •     Relatório da Comissão Mista Brasileiro-Peruana de Reconhecimento do Alto Purus: 1904-1905. notas do comissariado brasileiro. Rio de Janeiro: Ministério das Relações Exteriores, 1906. 76 p. mapas.
  •     Da Independência à República. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, 69 (2): 7-71, 1906.
  •     Os nossos "autógrafos". Renascença, Rio de Janeiro, 3 (34): 276, dez. 1906.
1907
  •     Contrastes e confrontos. Pref. José Pereira de Sampaio (Bruno). Porto: Empresa Literária e Tpográfica, 1907. 257 p.
  •     Contrastes e confrontos. 2. ed. ampliada. Estudo de Araripe Júnior. Porto: Empresa Literária e Tipográfica, 1907. 384 p. il.
  •     Peru 'versus' Bolívia. Rio de Janeiro: Jornal do Commercio, 1907. 201 p. il.
  •     Castro Alves e seu tempo. Jornal do Commercio, Rio de Janeiro, 3 dez. 1907.
  •     Entre os seringais. Kosmos, Rio de Janeiro, 3 (1), jan. 1906.
  •     O valor de um símbolo. O Estado de S. Paulo, 23 dez. 1907.
1908
  •     La cuestión de limites entre Bolívia y el Peru. trad. Eliosoro Vilazón. Buenos Aires: Cia Sud-Americana de Billetes de Banco, 1908.
  •     Martín Garcia. Buenos Aires: Cori Hermanos, 1908. 113 p.
  •     Numa volta do passado. Kosmos, Rio de Janeiro, 5 (10), out. 1908.
  •     Parecer acerca dos trabalhos do Sr. Fernando A. Gorette. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, 71 (2): 540-543, 1908.
  •     A última visita. Jornal do Commercio, Rio de Janeiro, 30 set. e 1o. out. 1908.
1909
  •     Amazônia. Revista Americana, Rio de Janeiro, 1 (2): 178-188, nov. 1909.
  •     A verdade e o erro: prova escrita do concurso de lógica do Ginásio Nacional [17 maio 1909]. Jornal do Commercio, Rio de Janeiro, 2 jun. 1909.
  •     Um atlas do Brasil: último trabalho do Dr. Euclides da Cunha. Jornal do Commercio, Rio de Janeiro, 29 ago. 1909.
Obras póstumas
  •     À margem da história. Porto: Chardron, Lello, 1909. 390 p. il.
1975
  •     Caderneta de campo. Introd., notas e coment. por Olímpio de Souza Andrade. São Paulo, Cultrix; Brasília, INL, 1975. xxxii, 197 p. il.
  •     Canudos: diário de uma expedição. Introd. de Gilberto Freyre. Rio de Janeiro: José Olympio, 1939. xxv, 186 p. il.
  •     Ondas. Coleção de poesias escritas por Euclides da Cunha em 1883, publicadas em 1966, na "Obra Completa de Euclides da Cunha", pela Editora Aguilar, e em volume autônomo em 2005, pela Editora Martin Claret, com prefácio de Márcio José Lauria.
Faleceu no Rio de Janeiro, em 15 de agosto de 1909.

Fonte: Wikipedia
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Biografia dos Patronos: José Patrocínio


José Carlos do Patrocínio (Campos dos Goytacazes, 9 de outubro de 1853) foi um farmacêutico, jornalista, escritor, orador e ativista político brasileiro. Destacou-se como uma das figuras mais importantes dos movimentos Abolicionista e Republicano no país. Foi também idealizador da Guarda Negra, que era formada por negros e ex-escravos.

Filho de João Carlos Monteiro, vigário da paróquia de Campos dos Goytacazes e orador sacro de reputação na Capela Imperial, com Justina do Espírito Santo, uma jovem escrava Mina de quinze anos, cedida ao serviço do cônego por D. Emerenciana Ribeiro do Espírito Santo, proprietária da região.

Embora sem reconhecer a paternidade, o religioso encaminhou o menino para a sua fazenda na Lagoa de Cima, onde José do Patrocínio passou a infância como liberto, porém convivendo com os escravos e com os rígidos castigos que lhes eram impostos.

Aos catorze anos de idade, tendo completado a sua educação primária, pediu, e obteve ao pai, autorização para ir para o Rio de Janeiro. Encontrou trabalho como servente de pedreiro na Santa Casa de Misericórdia (1868), empregando-se posteriormente na casa de saúde do doutor Batista Santos. Atraído pelo combate à doença, retomou, às próprias expensas, os estudos no externato de João Pedro de Aquino, prestando os exames preparatórios para o curso de farmácia.

Aprovado, ingressou na Faculdade de Medicina como aluno de Farmácia, concluindo o curso em 1874. Nesse momento, desfazendo-se a república de estudantes com que convivia, Patrocínio viu-se na iminência de precisar alugar moradia, sem dispor de recursos para tal. Um amigo, antigo colega do externato de Aquino, João Rodrigues Pacheco Vilanova, convidou-o a morar no tradicional bairro de São Cristóvão, na casa da mãe, então casada em segundas núpcias com o capitão Emiliano Rosa Sena, abastado proprietário de terras e imóveis. Para que Patrocínio pudesse aceitar sem constrangimento a hospedagem que lhe era oferecida, o capitão Sena propôs-lhe que, como pagamento, lecionaria aos seus filhos. Patrocínio aceitou e, desde então, passou também a frequentar o "Clube Republicano" que funcionava na residência, do qual faziam parte Quintino Bocaiuva, Lopes Trovão, Pardal Mallet e outros. Não tardou que Patrocínio se apaixonasse por Maria Henriqueta, uma das filhas do militar, sendo também por ela correspondido. Quando informado do romance de ambos, o capitão Sena sentiu-se ofendido a princípio, porém vindo, após o matrimônio (1879), a auxiliar Patrocínio em diversas ocasiões.

Nessa época, Patrocínio iniciou a carreira de jornalista em parceria com Dermeval da Fonseca, publicando o quinzenário satírico "Os Ferrões", que circulou de 1 de junho a 15 de outubro de 1875, no total de dez números. Os dois colaboradores se assinavam com os pseudônimos Notus Ferrão (Patrocínio) e Eurus Ferrão (Fonseca).

Dois anos depois (1877), admitido na Gazeta de Notícias como redator, foi encarregado da coluna Semana Parlamentar, que assinava com o pseudônimo de Prudhome. Foi neste espaço que, em 1879, iniciou a campanha pela Abolição da escravatura no Brasil. Em torno de si formou-se um grupo de jornalistas e de oradores, entre os quais Ferreira de Meneses (proprietário da Gazeta da Tarde), Joaquim Nabuco, João Clapp, Lopes Trovão, Paula Nei, Teodoro Fernandes Sampaio e Ubaldino do Amaral, todos da Associação Central Emancipadora. Por sua vez, Patrocínio começou a tomar parte nos trabalhos da associação.

Fundou, em 1880, juntamente com Joaquim Nabuco, a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão. Com o falecimento de Ferreira de Meneses (1881), com recursos obtidos junto ao sogro, adquiriu a Gazeta da Tarde, assumindo-lhe a direção. Em Maio de 1883, articulou a Confederação Abolicionista, congregando todos os clubes abolicionistas do país, cujo manifesto redigiu e assinou, juntamente com João Clapp, André Rebouças e Aristides Lobo. Nesta fase, Patrocínio não se limitou a escrever: também preparou e auxiliou a fuga de escravos e coordenou campanhas de angariação de fundos para adquirir alforrias, com a promoção de espetáculos ao vivo, comícios em teatros, manifestações em praça pública, etc.

Em 1882, a convite de Paula Nei, Patrocínio visitou a província do Ceará, onde foi recebido em triunfo. Essa província seria pioneira no Brasil ao decretar a abolição já em 1884.

Em 1885 visitou sua cidade natal, Campos dos Goytacazes, sendo também recebido em triunfo. De volta ao Rio de Janeiro, trouxe a mãe, idosa e doente, que viria a falecer no final desse mesmo ano. O sepultamento transformou-se em um ato político em favor da abolição, tendo comparecido personalidades como as do ministro Rodolfo Dantas, o jurista Rui Barbosa e os futuros presidentes Campos Sales e Prudente de Morais.

No ano seguinte (1886), iniciou-se na política, sendo eleito vereador da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, com votação maciça.

Em setembro de 1887 abandonou a "Gazeta da Tarde" para fundar e dirigir um novo periódico: o "A Cidade do Rio". À frente deste periódico, intensificou a sua atuação política. Aqui, fizeram escola alguns dos melhores nomes do jornalismo brasileiro da época, reunidos e incentivados pelo próprio Patrocínio. Foi nele que Patrocínio saudou, após uma década de intensa militância, a 13 de maio de 1888, o advento da Abolição.

Obtida a vitória na campanha abolicionista, as atenções da opinião pública se voltaram para a campanha republicana. Por ironia do destino, o "A Cidade do Rio" e a própria figura de Patrocínio passam a ser identificados pela opinião pública como defensores da monarquia em crise. Nessa fase, Patrocínio, rotulado como um "isabelista", foi apontado como um dos mentores da chamada "Guarda Negra", um grupo de ex-escravos que agia com violência contra os comícios republicanos.

Após a proclamação da República (1889), entrou em conflito em 1892 com o governo do marechal Floriano Peixoto, pelo que foi detido e deportado para Cucuí, no alto rio Negro, no estado do Amazonas.

Retornou discretamente ao Rio de Janeiro em 1893, mas com o estado de sítio ainda em vigor, a publicação do "A Cidade do Rio" continuou suspensa. Sem fonte de renda, Patrocínio foi residir no subúrbio de Inhaúma.

Nos anos seguintes, a sua participação política foi inexpressiva, concentrando-se a sua atenção no moderno invento da aviação. Iniciou a construção de um dirigível de 45 metros, o "Santa Cruz", com o sonho de voar, jamais concluído. Numa homenagem a Santos Dumont, realizada no Teatro Lírico, quando discursava saudando o inventor, foi acometido de uma hemoptise, sintoma da tuberculose que o vitimou. Faleceu pouco depois, aos 51 anos de idade, aquele que é considerado por seus biógrafos o maior de todos os jornalistas da abolição.

Principais obras
  •     1875: Os Ferrões, quinzenário satírico, 10 números, em colaboração com Dermeval Fonseca;
  •     1877: Mota Coqueiro ou A pena de morte, romance;
  •     1879: Os retirantes, romance;
  •     1883: Manifesto da Confederação Abolicionista;
  •     1884: Pedro Espanhol, romance;
  •     1885, 17 de maio: Conferência pública, no Teatro Politeama, em sessão da Confederação Abolicionista;
  •     "Associação Central Emancipadora", 8 boletins.
Curiosidades

Em artigos nos periódicos da época, José do Patrocínio usou os pseudônimos de:
  •     "Justino Monteiro" ("A Notícia", 1905);
  •     "Notus Ferrão" ("Os Ferrões", 1875);
  •     "Prudhome" ("A Gazeta de Notícias", "A Cidade do Rio").
Faleceu no Rio de Janeiro, em 29 de janeiro de 1905.

Fonte: Wikipedia
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Biografia dos Patronos: Joaquim Nabuco


Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo (Recife, 19 de agosto de 1849) foi um político, diplomata, historiador, jurista, orador e jornalista brasileiro formado pela Faculdade de Direito do Recife. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Na data de seu nascimento, 19 de agosto, é comemorado o Dia Nacional do Historiador.

Foi um dos grandes diplomatas do Império do Brasil (1822-1889), além de orador, poeta e memorialista. Além de O Abolicionismo, Minha Formação figura como uma importante obra de memórias, onde se percebe o paradoxo de quem foi educado por uma família escravocrata, mas optou pela luta em favor dos escravos. Nabuco diz sentir "saudade do escravo" pela generosidade deles, num contraponto ao egoísmo do senhor. "A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil", sentenciou.

Era filho do jurista e político baiano José Tomás Nabuco de Araújo Filho, juiz dos rebeldes da Revolução Praieira (1848-1850), e de Ana Benigna de Sá Barreto Nabuco de Araújo, irmã de Francisco Pais Barreto, Marquês do Recife.

Na juventude, Nabuco manteve um relacionamento amoroso durante 14 anos com a investidora financeira e filantropa Eufrásia Teixeira Leite, detentora de uma das maiores fortunas do mundo à época, Eufrásia e sua irmã, Francisca Bernardina Teixeira Leite (1845-1899) herdaram, após a morte dos pais, em 1872, uma fortuna equivalente a 5% do valor das exportações brasileiras. No ano seguinte, as duas jovens decidiram morar em Paris. O romance com Nabuco teve início durante a viagem de navio para a Europa, em 1873, e duraria até 1887, quando Eufrásia remeteu sua última carta a Joaquim Nabuco. Dois anos depois, aos 38 anos, ele se casaria com Evelina Torres Soares Ribeiro. Eufrásia jamais se casou.

Nabuco e Evelina se casaram na cidade do Rio de Janeiro, em 1889. Ela era filha de José Antônio Soares Ribeiro, 1º barão de Inoã (ou Inhoã), e neta de Cândido José Rodrigues, 1º barão de Itambi. Dessa união nasceram: Maurício, que foi diplomata e, como o pai, embaixador do Brasil nos Estados Unidos; Joaquim, que foi sacerdote da Igreja Católica, chegando a ser Monsenhor e Protonotário Papal; Carolina, escritora de renome; Mariana e José Tomas, este casado com Maria do Carmo Alvim de Mello Franco Nabuco, filha de Afrânio de Mello Franco (primeiro Ministro das Relações Exteriores do governo de Getúlio Vargas) e irmã do jurista, historiador, parlamentar, membro da Academia Brasileira de Letras e Ministro das Relações Exteriores Afonso Arinos de Melo Franco (1905-1990).

Joaquim Nabuco se opôs de maneira veemente à escravidão, contra a qual lutou tanto por meio de suas atividades políticas e quanto de seus escritos. Fez campanha contra a escravidão na Câmara dos Deputados em 1878 (não foi reeleito em 1882), e em legislaturas posteriores, quando liderou a bancada abolicionista naquela Casa, e fundou a Sociedade Antiescravidão Brasileira, sendo responsável, em grande parte, pela abolição da escravidão no Brasil, em 1888.

Após a derrubada da monarquia brasileira, Nabuco retirou-se da vida pública por algum tempo.

Mais tarde serviria como embaixador nos Estados Unidos (1905 - 1910), onde se tornou um grande propagador dos Lusíadas de Camões, tendo pronunciado três conferências, em inglês, sobre o poema: The Place of Camões in Literature, Camões: the lyric Poet, e The Lusiads as the Epic of Love, mais tarde traduzidas para o português por Artur Bomilcar.

Em 1908 recebeu o grau de doutor em letras pela Universidade Yale, tendo sido convidado a pronunciar o discurso oficial de encerramento do ano letivo, no dia da colação de grau da Universidade de Chicago, e também a um discurso na Universidade de Wisconsin.

Passou muitos anos tanto na Inglaterra quanto na França, onde foi um forte proponente do pan-americanismo, presidindo a III Conferência Pan-americana, realizada no Rio de Janeiro em 1906.

Nabuco foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, tomando assento na cadeira que tem por patrono Maciel Monteiro. Entre os imortais, manteve uma grande amizade com o escritor Machado de Assis, que mantinha até mesmo um retrato de Nabuco pendurado na parede de sua residência, e com quem costumava trocar correspondências, que acabaram publicadas.

Nabuco padecia de uma doença congênita conhecida como Policitemia vera, que lhe causaria a morte. Faleceu aos 60 anos de idade em Washington, Estados Unidos, sendo sepultado no Cemitério de Santo Amaro na sua cidade natal no Recife.

É homenageado em várias cidades do Brasil com nomes de ruas, avenidas e praças, além da Fundação Joaquim Nabuco no Recife.

Principais obras
  •     Camões e os Lusíadas (1872);
  •     L’Amour est Dieu - poesias líricas (1874);
  •     O Abolicionismo (1883);
  •     Campanha abolicionista no Recife - 1885;
  •     O erro do Imperador - história (1886);
  •     Escravos - poesia (1886);
  •     Por que continuo a ser monarquista (1890);
  •     Balmaceda - biografia (1895);
  •     O dever dos monarquistas (1895);
  •     A intervenção estrangeira durante a revolta - história diplomática (1896);
  •     Um estadista do Império - biografia, 3 tomos (1897-1899);
  •     Minha formação - memórias (1900);
  •     Escritos e discursos literários (1901);
  •     Pensées detachées et souvenirs (1906);
  •     Discursos e conferências nos Estados Unidos - tradução do inglês de Artur Bomilcar (1911);
  •     Obras completas (14 volumes) organizado por Celso Cunha (1947-1949).
Curiosidades

No Brasil, a lei nº 11.946, de 15 de junho de 2009, institui o ano de 2010 como Ano Nacional Joaquim Nabuco.

Em 2 de junho de 2014, o nome de Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo foi inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, pela Lei número 12.988.

Faleceu em
Washington, em 17 de janeiro de 1910.

Fonte: Wikipedia
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Biografia dos Patronos: Ernesto Carneiro Ribeiro


Ernesto Carneiro Ribeiro (Itaparica, 12 de setembro de 1839) foi um médico, professor, linguista e educador brasileiro, conhecido entre os historiadores brasileiros por exemplo pela polêmica mantida com Rui Barbosa, seu ex-aluno, acerca da revisão ortográfica do Código Civil Brasileiro.

Nasceu na Ilha de Itaparica, na Baía de Todos os Santos, onde aprendeu os primeiros fundamentos educacionais. Mudou-se para a Capital, onde estudou humanidades, preparatórias para a Faculdade de Medicina da Bahia, onde se diplomou em 1864, recebendo o título de Barão de Vila Nova devido a pesquisas na área da biomedicina.

Já como estudante dedica-se ao magistério, sobretudo no Ginásio Baiano, de Abílio César Borges, educador já consagrado.

Em 1874 fundou o Colégio da Bahia com financiamento do Império Brasileiro, que durou até 1883. No ano seguinte fundou um colégio com seu nome.

Participou, quando proclamada a República como mentor devido a enganos na tal de proclamação segundo o historiador Mario Henrique Simonsen em seu livro Legitimação da Monarquia no Brasil em publicações da Universidade de Brasília, de comissão formada pelo governador Manuel Vitorino para elaborar um plano de ação educacional uma vez da situação caótica da República.

Casou-se com Maria Francisca Ribeiro, com quem teve vários filhos, alguns dos quais seguiram-lhe a carreira como professores, com destaque para Helvécio Carneiro Ribeiro e Ernesto Carneiro Ribeiro Filho. Foi pai também de Heráclito Carneiro Ribeiro e Maria Judith Carneiro Cesar Pires, avó da cantora e compositora baiana Sylvia Patricia.

Dentre os alunos formados sob os auspícios do intelectual baiano destacam-se Ruy Barbosa, Euclides da Cunha, Rodrigues Lima que ocuparam posições de destaque na vida política e intelectual, no período que compreende o fim do Império ao início da República.

Principais obras

Sua principal obra, Serões Gramaticais, publicada inicialmente em 1890 e reeditada em 1915, constitui-se num "verdadeiro monumento da língua portuguesa", no dizer de Antônio Loureiro de Souza, in "Bahianos Ilustres", Salvador, 1949.

Faleceu em Salvador, em 13 de novembro de 1920.

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Biografia dos Patronos: Carlos de Laet


Carlos Maximiliano Pimenta de Laet (Rio de Janeiro, 3 de outubro de 1847) foi um jornalista, professor e poeta brasileiro.

Filho de Joaquim Ferreira Pimenta de Laet e de Emília Ferreira de Laet, aos catorze anos de idade matriculou-se no primeiro ano do Colégio Pedro II. Laureado bacharel em letras, matriculou-se na Escola Central, atual Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Formado em engenharia, não quis seguir a carreira preferindo voltar-se para o magistério e o jornalismo. Em 1873 fez concurso para o Colégio Pedro II para a cadeira de português, geografia e aritmética, disciplinas que formavam o primeiro ano do curso. Em 1915, com a reforma da instrução secundária, desapareceu aquilo que Ramiz Galvão chamara de "anomalia" - a reunião de três disciplinas tão díspares numa mesma cadeira - e Laet foi então nomeado professor de língua portuguesa.

Por um momento, deixou-se seduzir pela política. Em 1889 seus amigos monarquistas insistiram com ele para aceitar uma cadeira de deputado. Eleito, a Proclamação da República privou-o da cadeira. Manteve-se monarquista e fiel ao culto de D. Pedro II. Proclamada a República, deliberou o Governo Provisório extinguir quaisquer reminiscências do antigo regime, e uma das medidas que tomou foi substituir o nome do Colégio Pedro II pelo de Instituto Nacional de Instrução Secundária.

Na sessão da congregação da casa de 2 de maio de 1890, Laet requereu fosse feito um apelo ao governo republicano para conservar-se o nome antigo do estabelecimento. Mas a grande maioria dos professores era então republicana. No dia seguinte, o Diário Oficial trazia a demissão de Carlos de Laet. Pouco depois, Benjamin Constant, o primeiro ministro da Educação do novo governo, conseguia transformar o ato de demissão em aposentadoria. Só no governo de Venceslau Brás foi ele reconduzido ao seu posto no magistério secundário.

Carlos de Laet exerceu, desde então, até aposentar-se, em 1925, o seu cargo de professor, sendo também, durante longos anos, diretor do Internato Pedro II. Foi professor do Externato de São Bento e do Seminário de São José, entre outros estabelecimentos de ensino particular.

No jornalismo, estreou no Diário do Rio em 1876, passando em 1878 para o Jornal do Commercio, onde durante dez anos escreveu os textos do seu "Microcosmo". Trabalhou também, como colaborador ou como redator, na Tribuna Liberal, no Jornal do Brasil, no Jornal do Commercio de São Paulo e do Jornal, nos quais deixou uma vasta produção de páginas sobre arte, história, literatura, crítica de poesia e crítica de costumes. Também se encontra colaboração da sua autoria na revista Atlântida (1915-1920).

Por suas convicções monarquistas sofreu perseguição também em 1893, por ocasião da Revolta da Armada. Orgulhava-se de não ter embainhado "o pedaço da espada que me quebraram em 89". No entanto, ter-lhe-ia sido mais cômodo aderir ao novo regime. Mesmo porque à República só poderia ser grato e proveitoso o apoio de um homem como ele. O jornalista refugiou-se então em São João del-Rei, onde dedicou-se a escrever o livro "Em Minas". Católico fervoroso, serviu à Igreja no Brasil, como presidente do Círculo Católico da Mocidade, sendo-lhe conferido pelo Vaticano o título de Conde.

Ferrenho opositor do movimento nascido em São Paulo com a Semana de Arte Moderna de 1922 ironizou e combateu o Modernismo. Graça Aranha foi alvo de suas críticas e zombarias, tendo-lhe fornecido assunto para três sonetos galhofeiros.

Tendo produzido um acervo jornalístico que, reunido em livros, chegaria a dezenas de volumes, Carlos de Laet deixou bem poucas obras publicadas.

Principais obras
  •     Poesias (1873);
  •     Em Minas (1894);
  •     Antologia nacional, em colaboração com Fausto Barreto (1895);
  •     A descoberta do Brasil (1900);
  •     Heresia protestante, polêmica com o pastor Álvaro Reis (1907);
  •     Conferência sobre a imprensa, publicada na Década republicana, vol. II;
  •     Obra jornalística avulsa publicada na Revista da Cultura.
    Obras seletas:
  •         I Crônicas;
  •         II Polêmicas;
  •         III Discursos e conferências.
Faleceu no Rio de Janeiro, em 7 de dezembro de 1927.

Fonte: Wikipedia
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Biografia dos Patronos: Casimiro de Abreu


Casimiro José Marques de Abreu (Silva Jardim, 4 de janeiro de 1839) foi um poeta brasileiro da segunda geração do romantismo. Filho do fazendeiro português José Joaquim Marques de Abreu e de Luísa Joaquina das Neves, uma fazendeira de Silva Jardim (na época, Capivary), viúva do primeiro casamento. Com José Joaquim ela teve três filhos, embora nunca tenham sido oficialmente casados. Casimiro nasceu na Fazenda da Prata, em Casimiro de Abreu, propriedade herdada por sua mãe em decorrência da morte do seu primeiro marido, de quem não teve filhos.

A localidade onde viveu parte de sua vida, Barra de São João, é hoje distrito do município que leva seu nome, e também chamada "Casimiro de Abreu", em sua homenagem. Recebeu apenas a instrução primária no Instituto Freese, dos onze aos treze anos, em Nova Friburgo, então cidade de maior parte da região serrana do estado do Rio de Janeiro, e para onde convergiam, à época, os adolescentes induzidos pelos pais a se aplicarem aos estudos.

Aos treze anos transferiu-se para o Rio de Janeiro para trabalhar com o pai no comércio. Com ele, embarcou para Portugal em 1853, onde entrou em contato com o meio intelectual e escreveu a maior parte de sua obra. O seu sentimento nativista e as saudades da família escreve: "estando a minha casa à hora da refeição, pareceu-me escutar risadas infantis da minha mana pequena. As lágrimas brotavam e fiz os primeiros versos de minha vida, que teve o título de Ave Maria".

Em Lisboa, foi representado seu drama Camões e o Jau em 1856, que foi publicado logo depois.

Seus versos mais famosos do poema Meus oito anos: Oh! Que saudades que tenho/da aurora da minha vida,/ da minha infância querida/que os anos não trazem mais!/ Que amor, que sonhos, que flores,/naquelas tardes fagueiras,/ à sombra das bananeiras,/ debaixo dos laranjais!.

Em 1857 retornou ao Brasil para trabalhar no armazém de seu pai. Isso, no entanto, não o afastou da vida boêmia. Escreveu para alguns jornais e fez amizade com Machado de Assis. Em 1859 editou as suas poesias reunidas sob o título de Primaveras.

Tuberculoso, retirou-se para a fazenda de seu pai, Indaiaçu, hoje sede do município que recebeu o nome do poeta, onde inutilmente buscou uma recuperação do estado de saúde, vindo ali a falecer. Foi sepultado conforme seu desejo em Barra de São João, estando sua lápide no cemitério da secular Capela de São João Batista, junto ao túmulo de seu pai.

Espontâneo e ingênuo, de linguagem simples, tornou-se um dos poetas mais populares do Romantismo no Brasil. Seu sucesso literário, no entanto, deu-se somente depois de sua morte, com numerosas edições de seus poemas, tanto no Brasil, quanto em Portugal. Deixou uma obra cujos temas abordavam a casa paterna, a saudade da terra natal, e o amor (mas este tratado sem a complexidade e a profundidade tão caras a outros poetas românticos). A despeito da popularidade alcançada pelos livros do poeta, sua mãe, e herdeira necessária, morreu em 1859 na mais absoluta pobreza, não tendo recebido nada em termos de direitos autorais, fossem do Brasil, fossem de Portugal.

Encontra-se colaboração da sua autoria nas revistas O Panorama (1837-1868) e A illustração luso-brasileira (1856-1859).

É o patrono da cadeira número seis da Academia Brasileira de Letras, fundada por Machado de Assis.

Principais Obras

  • Fora da Pátria, prosa, 1855
  • Minha Mãe, poesia, 1855
  • Rosa Murcha, poesia, 1855
  • Saudades, poesia, 1856
  • Suspiros, poesia, 1856
  • Camões e o Jau, teatro, 1856
  • Meus Oito Anos, poesia, 1857
  • Longe do Lar, prosa, 1858
  • Treze Cantos, poesia, 1858
  • Folha Negra, poesia, 1858
  • Primaveras, poesias, 1859

Prosa
  •     Carolina, romance, (1856)
  •     A Cabana (1858)
  •     A Virgem Loura, prosa poética

Teatro

    Camões e o Jau (1856)

Faleceu em Nova Friburgo, em 18 de outubro de 1860.

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Biografia dos Patronos: Castro Alves


Antônio Frederico de Castro Alves (Curralinho, 14 de março de 1847) foi um poeta brasileiro. Nasceu na fazenda Cabaceiras, a sete léguas (42 km) da vila de Nossa Senhora da Conceição de "Curralinho", hoje Castro Alves, no estado da Bahia.

Suas poesias mais conhecidas são marcadas pelo combate à escravidão, motivo pelo qual é conhecido como "Poeta dos Escravos". Foi o nosso mais inspirado poeta condoreiro. Era filho de Antônio José Alves e Clélia Brasília Castro. Sua mãe faleceu em 1859. No colégio, no lar por seu pai, iria encontrar uma atmosfera literária, produzida pelos oiteiros, ou saraus, festas de arte, música, poesia, declamação de versos. Aos 17 anos fez as primeiras poesias.

O pai se casou por segunda vez em 24 de janeiro de 1862 com a viúva Maria Rosário Guimarães. Temendo que seu filho fosse acometido pelo Mal do Século, Antônio José Alves embarca, no dia seguinte ao do seu casamento, o poeta e seu irmão Antônio José para o Recife.

Em maio de 1863, submeteu-se à prova de admissão para o ingresso na Faculdade de Direito do Recife mas foi reprovado. Mas seria no Recife tribuno e poeta sempre requisitado nas sessões públicas da Faculdade, nas sociedades estudantis, na plateia dos teatros, incitado desde logo pelos aplausos e ovações, que começava a receber e ia num crescendo de apoteose. Era um belo rapaz, de porte esbelto, tez pálida, grandes olhos vivos, negra e basta cabeleira, voz possante, dons e maneiras que impressionavam a multidão, impondo-se à admiração dos homens e arrebatando paixões às mulheres. Ocorrem então os primeiros romances, que nos fez sentir em seus versos, os mais belos poemas líricos do Brasil.

Em 1863 a atriz portuguesa Eugénia Câmara se apresentou no Teatro Santa Isabel. Influência decisiva em sua vida exerceria a atriz, vinda ao Brasil com Furtado Coelho. No dia 17 de maio, Castro Alves publicou no primeiro número de A Primavera seu primeiro poema contra a escravidão: A canção do africano. A tuberculose se manifestou e em 1863 teve uma primeira hemoptise.

Em 1864 seu irmão José Antônio, que sofria de distúrbios mentais desde a morte de sua mãe, suicidou-se em Curralinho. Ele enfim consegue matricular-se na Faculdade de Direito do Recife e em outubro viaja para a Bahia. Só retornaria ao Recife em 18 de março de 1865, acompanhado por Fagundes Varela. A 10 de agosto, recitou O Sábio na Faculdade de Direito e se ligou a uma moça desconhecida, Idalina. Alistou-se a 19 de agosto no Batalhão Acadêmico de Voluntários para a Guerra do Paraguai. Em 16 de dezembro, voltou com Fagundes Varela a Salvador. Seu pai morreu no ano seguinte, em 23 de janeiro de 1866. Castro Alves voltou ao Recife, matriculando-se no segundo ano da faculdade. Nessa ocasião, fundou com Rui Barbosa e outros amigos uma sociedade abolicionista.

Teve fase de intensa produção literária e a do seu apostolado por duas grandes causas: uma, social e moral, a da abolição da escravatura; outra, a república, aspiração política dos liberais mais exaltados. Data de 1866 o término de seu drama Gonzaga ou a Revolução de Minas, representado na Bahia e depois em São Paulo, no qual conseguiu consagrar as duas grandes causas de sua vocação. No dia 29 de maio, resolveu partir para Salvador, acompanhado de Eugênia. Na estreia de Gonzaga, dia 7 de setembro, no Teatro São João, foi coroado e conduzido em triunfo.

Tendo participado de Associações abolicionistas, junto a outros tantos colegas das Faculdades de Direito no Recife e em São Paulo, Castro Alves fez-se colega, amigo e conhecido de vários literatos que, no futuro, vieram a tornar-se expoentes de nossas letras.

Um destes colegas - e o principal responsável pela preservação de seu material inédito e documentação, foi justamente um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, Ruy Barbosa.

Reconhecendo-lhe o talento e importância, a Academia nominou a sua cadeira 7 em homenagem ao Poeta dos Escravos, o "condoreiro" Castro Alves.

Principais obras

Poesia
  •     Espumas Flutuantes, 1870
  •     A Cachoeira de Paulo Afonso, 1873
  •     Os Escravos, 1883
  •     Hinos do Equador, em edição de suas Obras Completas (1921)
  •     Tragédia no Mar
  •     O Navio Negreiro, 1869
Teatro
  •     Gonzaga ou a Revolução de Minas, 1875
Faleceu em Salvador, em 6 de julho de 1871.

Fonte: Wikipedia
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Biografia dos Patronos: Monteiro Lobato


José Bento Renato Monteiro Lobato (Taubaté, 18 de abril de 1882) foi um dos mais influentes escritores brasileiros de todos os tempos.

Foi um importante editor de livros inéditos e autor de importantes traduções. Seguido a seu precursor Figueiredo Pimentel ("Contos da Carochinha") da literatura infantil brasileira, ficou popularmente conhecido pelo conjunto educativo de sua obra de livros infantis, que constitui aproximadamente a metade da sua produção literária. A outra metade, consistindo de contos (geralmente sobre temas brasileiros), artigos, críticas, crônicas, prefácios, cartas, livros sobre a importância do ferro (Ferro, 1931) e do petróleo (O Escândalo do Petróleo, 1936). Escreveu um único romance, O Presidente Negro, que não alcançou a mesma popularidade que suas obras para crianças, que entre as mais famosas destaca-se Reinações de Narizinho (1931), Caçadas de Pedrinho (1933) e O Picapau Amarelo (1939).

Contista, ensaísta e tradutor, Lobato nasceu na cidade de Taubaté, interior de São Paulo, no ano de 1882. Formado em Direito, atuou como promotor público até se tornar fazendeiro, após receber herança deixada pelo avô. Diante de um novo estilo de vida, Lobato passou a publicar seus primeiros contos em jornais e revistas, sendo que, posteriormente, reuniu uma série deles no livro Urupês, sua obra prima como escritor. Em uma época em que os livros brasileiros eram editados em Paris ou Lisboa, Monteiro Lobato tornou-se também editor, passando a editar livros também no Brasil. Com isso, ele implantou uma série de renovações nos livros didáticos e infantis.

É bastante conhecido entre as crianças, pois se dedicou a um estilo de escrita com linguagem simples onde realidade e fantasia estão lado a lado. Pode-se dizer que ele foi o precursor da literatura infantil no Brasil. Suas personagens mais conhecidas são: Emília, uma boneca de pano com sentimento e ideias independentes; Pedrinho, personagem que o autor se identifica quando criança; Visconde de Sabugosa, a sábia espiga de milho que tem atitudes de adulto, Cuca, vilã que aterroriza a todos do sítio, Saci Pererê e outras personagens que fazem parte da famosa obra Sítio do Picapau Amarelo, que até hoje é lido por muitas crianças e adultos. Escreveu ainda outras obras infantis, como A Menina do Nariz Arrebitado, O Saci, Fábulas do Marquês de Rabicó, Aventuras do Príncipe, Noivado de Narizinho, O Pó de Pirlimpimpim, Emília no País da Gramática, Memórias da Emília, O Poço do Visconde, e A Chave do Tamanho. Fora os livros infantis, escreveu outras obras literárias, tais como O Choque das Raças, Urupês, A Barca de Gleyre e O Escândalo do Petróleo. Neste último livro, demonstra todo seu nacionalismo, posicionando-se totalmente favorável a exploração do petróleo, no Brasil, apenas por empresas brasileiras.

Em 1918, Monteiro Lobato comprou a Revista do Brasil e passou a dar espaço para novos talentos, ao lado de pessoas famosas. Tornou-se, dessa forma, um intelectual engajado na causa do nacionalismo, a qual dedicou uma preocupação fundamental, tanto na ficção quanto no ensaio e no panfleto. Crítico de costumes, no qual não faltava a nota do sarcasmo e da caricatura, de sua obra elevou-se largo sopro de humanidade e brasileirismo. Nas mãos de Monteiro Lobato, a Revista do Brasil prosperou e ele pode montar uma empresa editorial, sempre dando espaço para os novatos e divulgando obras de artistas modernistas.

Lobato também foi precursor de algumas ideias muito interessantes no campo editorial. Ele dizia que "livro é sobremesa: tem que ser posto debaixo do nariz do freguês". Com isso em mente, passou a tratar os livros como produtos de consumo, com capas coloridas e atraentes, e uma produção gráfica impecável. Criou também uma política de distribuição, novidade na época: vendedores autônomos e distribuidores espalhados por todo o país.

Primeiro seus livros foram publicados pela Editora da Revista do Brasil. Assim, o livro Urupês, em sua sexta edição em 1920, está registrado "Ed. da Revista do Brasil, São Paulo, 1920". Na última capa consta: "Director Monteiro Lobato, Secretario Alarico Caiuby", "A venda em todas as livrarias e no escritório da Revista do Brasil".

Logo fundou a editora Monteiro Lobato & Cia., depois chamada Companhia Editora Nacional, com a obra O Problema Vital, um conjunto de artigos sobre a saúde pública, seguido pela tese O Saci Pererê: Resultado de um Inquérito. Privilegiava a edição de autores estreantes como a senhora Leandro Dupré, com o sucesso "Éramos Seis". Traduziu também muitos livros e editou obras importantes e polêmicas como "A Luta pelo Petróleo", de Essad Bey, para o qual fez uma introdução tratando da questão do petróleo no Brasil.

Em julho de 1918, dois meses depois da compra, publicou em forma de livro Urupês, com retumbante sucesso e alcançando grande repercussão ao dividir o país sobre a veracidade da figura do caipira, fiel para alguns, exagerada para outros. O livro chamou a atenção de Ruy Barbosa que, num discurso, em 1919, durante a sua campanha eleitoral, reacendeu a polêmica ao citar Jeca Tatu como um "protótipo do camponês brasileiro, abandonado à miséria pelos poderes públicos". A popularidade fez com que Lobato publicasse, nesse mesmo ano, Cidades Mortas e Ideias de Jeca Tatu.

Em 1920, o conto Os Faroleiros serviu de argumento para um filme dirigido pelos cineastas Antônio Leite e Miguel Milani. Meses depois, publicou Negrinha e A Menina do Narizinho Arrebitado, sua primeira obra infantil, e que deu origem a Lúcia, mais conhecida como a Narizinho do Sítio do Picapau Amarelo. O livro foi lançado em dezembro de 1920 visando aproveitar a época de Natal. A capa e os desenhos eram de Lemmo Lemmi, um famoso ilustrador da época.

Em janeiro de 1921, os anúncios na imprensa noticiaram a distribuição de exemplares gratuitos de A Menina do Narizinho Arrebitado nas escolas, num total de 500 doações, tornando-se um fato inédito na indústria editorial. Fora atendendo um pedido do presidente de São Paulo, Dr. Washington Luís, de quem Lobato era admirador, que fizera o livro. O sucesso entre as crianças gerou continuações: Fábulas de Narizinho (1921), O Saci (1921), O Marquês de Rabicó (1922), A Caçada da Onça (1924), O Noivado de Narizinho (1924), Jeca Tatuzinho (1924) e O Garimpeiro do Rio das Garças (1924), entre outros.

Tais novidades repercutiram em altas tiragens dos livros que editava, a ponto de dedicar-se à editora em tempo integral, entregando a direção da Revista do Brasil a Paulo Prado e Sérgio Millet. A demanda pelos livros era tão grande que ele importou mais máquinas dos Estados Unidos e da Europa para aumentar seu parque gráfico. Porém, uma grave seca cortou o fornecimento de energia elétrica, e a gráfica só podia funcionar dois dias por semana. Por fim, o presidente Artur Bernardes desvalorizou a moeda e suspendeu o redesconto de títulos pelo Banco do Brasil, gerando um enorme rombo financeiro e muitas dívidas ao escritor.

Lobato só teve uma escolha: entrou com pedido de falência em julho de 1925. Mesmo assim não significou o fim de seu projeto editorial. Ele já se preparava para abrir outra empresa, a Companhia Editora Nacional, em sociedade com Octalles Marcondes e, em vista disso, transferiu-se para o Rio de Janeiro.

Os "produtos" dessa nova editora abrangiam uma variedade de títulos, inclusive traduções de Hans Staden e Jean de Léry. Além disso, os livros garantiam o "selo de qualidade" de Monteiro Lobato, tendo projetos gráficos muito bons e com enorme sucesso de público.

A partir daí, Lobato continuou escrevendo livros infantis de sucesso, especialmente com Narizinho e outros personagens, como Dona Benta, Pedrinho, Tia Nastácia, o boneco de sabugo de milho Visconde de Sabugosa e Emília, a boneca de pano.

Além disso, por não gostar muito das traduções dos livros europeus para crianças, e sendo um nacionalista convicto, criou aventuras com personagens bem ligados à cultura brasileira, recuperando inclusive costumes da roça e lendas do folclore.

Mas não parou por aí. Monteiro Lobato pegou essa mistura de personagens brasileiros e os enriqueceu, '"misturando-os" a personagens da literatura universal, da mitologia grega, dos quadrinhos e do cinema. Também foi pioneiro na literatura paradidática, ensinando história, geografia e matemática, de forma divertida.

Principais obras

Coleção Sítio do Picapau Amarelo
  •     1921 - O Saci
  •     1922 - Fábulas
  •     1927 - As Aventuras de Hans Staden
  •     1930 - Peter Pan
  •     1931 - Reinações de Narizinho
  •     1932 - Viagem ao céu
  •     1933 - Caçadas de Pedrinho
  •     1933 - História do Mundo para as Crianças
  •     1934 - Emília no País da Gramática
  •     1935 - Aritmética da Emília
  •     1935 - Geografia de Dona Benta
  •     1935 - História das Invenções
  •     1936 - Dom Quixote das crianças
  •     1936 - Memórias da Emília
  •     1937 - Serões de Dona Benta
  •     1937 - O Poço do Visconde
  •     1937 - Histórias de Tia Nastácia
  •     1939 - O Picapau Amarelo
  •     1939 - O Minotauro
  •     1941 - A Reforma da Natureza
  •     1942 - A Chave do Tamanho
  •     1944 - Os doze trabalhos de Hércules (dois volumes)
  •     1947 - Histórias Diversas
Outros livros infantis

Alguns foram incluídos, posteriormente, nos livros da série O Sítio do Picapau Amarelo. Os primeiros foram compilados no volume Reinações de Narizinho, de 1931, em catálogo apenas como tal até os dias atuais.
  •     1920 - A menina do narizinho arrebitado
  •     1921 - Fábulas de Narizinho
  •     1921 - Narizinho arrebitado (incluído em Reinações de Narizinho)
  •     1922 - O marquês de Rabicó (incluído em Reinações de Narizinho)
  •     1924 - A caçada da onça
  •     1924 - Jeca Tatuzinho
  •     1924 - O noivado de Narizinho (incluído em Reinações de Narizinho, com o nome de O casamento de Narizinho)
  •     1928 - Aventuras do príncipe (incluído em Reinações de Narizinho)
  •     1928 - O Gato Félix (incluído em Reinações de Narizinho)
  •     1928 - A cara de coruja (incluído em Reinações de Narizinho)
  •     1929 - O irmão de Pinóquio (incluído em Reinações de Narizinho)
  •     1929 - O circo de escavalinho (incluído em "Reinações de Narizinho, com o nome O circo de cavalinhos)
  •     1930 - A pena de papagaio (incluído em Reinações de Narizinho)
  •     1931 - O pó de pirlimpimpim (incluído em Reinações de Narizinho)
  •     1933 - Novas reinações de Narizinho
  •     1938 - O museu da Emília (peça de teatro, incluída no livro Histórias diversas)
Tradução e adaptação de livros infantis:
  •     Contos de Grimm,
  •     Novos Contos de Grimm,
  •     Contos de Andersen,
  •     Novos Contos de Andersen,
  •     Alice no País das Maravilhas,
  •     Alice no País dos Espelhos,
  •     Robinson Crusoé,
  •     Contos de Fadas
  •     Robin Hood.
Livros para adultos
  •     O Saci-Pererê: resultado de um inquérito (1918)
  •     Urupês (1918)
  •     Problema vital (1918)
  •     Cidades mortas (1919)
  •     Ideias de Jeca Tatu (1919)
  •     Negrinha (1920)
  •     A onda verde (1921)
  •     O macaco que se fez homem (1923)
  •     Mundo da lua (1923)
  •     Contos escolhidos (1923)
  •     O garimpeiro do Rio das Garças (1924)
  •     O Presidente Negro/O choque das Raças (1926)
  •     Mr. Slang e o Brasil (1927)
  •     Ferro (1931)
  •     América (1932)
  •     Na antevéspera (1933)
  •     Contos leves (1935)
  •     O escândalo do petróleo (1936)
  •     Contos pesados (1940)
  •     O espanto das gentes (1941)
  •     Urupês, outros contos e coisas (1943)
  •     A barca de Gleyre (1944)
  •     Zé Brasil (1947)
  •     Prefácios e entrevistas (1947)
  •     Literatura do minarete (1948)
  •     Conferências, artigos e crônicas (1948)
  •     Cartas escolhidas (1948)
  •     Críticas e outras notas (1948)
  •     Cartas de amor (1948)
Faleceu em  São Paulo, em 4 de julho de 1948.

Fonte: Wikipedia
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Biografia dos Patronos: Inglês de Sousa


Herculano Marcos Inglês de Sousa (Óbidos, 28 de dezembro de 1853) foi um professor, advogado, político, jornalista e escritor brasileiro, tido como introdutor do naturalismo na literatura brasileira por meio do seu romance O Coronel Sangrado publicado em Santos em 1877 e um dos membros fundadores da Academia Brasileira de Letras, responsável pela fundação da cadeira 28.

Inglês, que escreveu inicialmente com o pseudônimo Luiz Dolzani, ganhou reconhecimento literário após a publicação da obra O Missionário, no ano de 1891. Em suas obras, é perceptível a influência de escritores europeus, tais como Eça de Queirós e Emile Zola.

Inglês também teve notável carreira política, começou como militante do Partido Liberal em 1878. Tendo sido eleito deputado provincial (equivalente aos atuais deputados estaduais) pela província de São Paulo, foi nomeado Presidente das províncias de Sergipe e do Espírito Santo. Foi também convidado várias vezes para integrar o Supremo Tribunal Federal, porém nunca aceitou.

Pouco antes de falecer, Ingles de Sousa foi eleito deputado federal pelo seu estado natal, o Pará, nas eleições nacionais de março de 1918.

Nascido no município paraense de Óbidos, Herculano Marcos Inglês de Sousa era filho do desembargador Marcos Antônio Rodrigues de Sousa e de Henriqueta Amália de Góis Brito, membros de tradicionais famílias paraenses. Herculano, que estudara inicialmente nos estados do Pará e Maranhão, graduou-se em direito, em São Paulo, pela Faculdade do Largo de São Francisco , no ano de 1876.

Inglês, que fundara diversos jornais e meios de comunicação, tornara-se secretário do Tribunal da relação do estado de São Paulo em maio de 1878 e posteriormente presidente de Sergipe e em seguida do Espírito Santo.

Publicou dois romances em 1876, O Cacaulista e História de um Pescador, aos quais seguiram-se mais dois, todos publicados sob o pseudônimo Luís Dolzani. Com Antônio Carlos Ribeiro de Andrada e Silva publicou a partir de 1877 a Revista Nacional, versando sobre ciências, artes e letras.

Foi o introdutor do naturalismo no Brasil, porém seus primeiros romances não tiveram repercussão. A principal características de sua obra é o enfoque no homem amazônico, acima da paisagem e do exotismo da região.

Compareceu às sessões preparatórias da criação da Academia Brasileira de Letras (ABL), responsável pela fundação da cadeira 28, que tem como patrono Manuel Antônio de Almeida.

Tornou-se conhecido com O Missionário (1891), que, como toda sua obra, revela influência de Zola. Neste romance descreve com fidelidade a vida numa pequena cidade do Pará, revelando agudo espírito de observação, amor à natureza, fidelidade a cenas regionais.
Principais obras

Obras literárias
  •     O Cacaulista, publicado sob o pseudônimo de Luís Dolzani pela Tipografia do Diário de Santos, Santos - romance (1876)
  •     História de um pescador (também sob o pseudônimo de Luís Dolzani), publicado pela Tipografia do Diário de Santos, Santos - romance (1876)
  •     O Coronel Sangrado, publicado na Revista Nacional de Ciências, Artes e Letras, São Paulo - romance (1877) e em volume na Tipografia do Diário da Manha, São Paulo, 1882 (ainda sob pseudônimo de Luís Dolzani)
  •     O Missionário, publicado sob o pseudônimo de Luís Dolzani pela Tipografia do Diário de Santos, Santos- romance (1888)
  •     O Missionário, segunda edição revista pelo autor e com um prólogo de Araripe Júnior, publicado em dois volumes pela Editora Laemmert, Rio de Janeiro
  •     Contos Amazônicos, publicado pela Editora Laemmert, Rio de Janeiro, (1892)
  •     O Missionário, terceira edição, sob a direção de Aurélio Buarque de Holanda (que fez o prefácio, a revisão e o apêndice), publicado pela Editora José Olímpio, Rio de Janeiro, 1946.
Obras jurídicas e artigos
  •     Artigos e ensaios de critica literária e filosófica - publicados no jornal Lábaro, Recife (1873)
  •     Reforma e Regulamento da Instrução Publica, Aracaju, Sergipe, (1881)
  •     Relatório com que o Exm. Sr. Dr. Herculano Marcos Inglez de Souza entregou no dia 9 de dezembro de 1882 ao Exm. Sr. Dr. Martim Francisco Ribeiro de Andrada Junior a administração da Província do Espírito Santo.
  •     Títulos ao portador no direito brasileiro, Editora Francisco Alves, Rio de Janeiro, (1898)
  •     Projeto de Código Comercial, Imprensa Nacional, Rio de Janeiro, (1912)
Faleceu no Rio de Janeiro, em 6 de setembro de 1918.

Fonte: Wikipedia
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Biografia dos Patronos: José de Alencar


José Martiniano de Alencar (Messejana, 1 de maio de 1829) foi um escritor brasileiro. Formou-se em Direito, iniciando-se na atividade literária no Correio Mercantil e no Diário do Rio de Janeiro. Foi casado com Georgiana Augusta Cochrane (1846-1913), sendo pai do embaixador Augusto Cochrane de Alencar. Era filho do senador José Martiniano Pereira de Alencar e de D. Ana Josefina de Alencar, sendo irmão do barão de Alencar. Era também sobrinho de Tristão Gonçalves e neto de Bárbara de Alencar. Seu pai também era primo-irmão do barão de Exu.

Nasceu em 1829 em Messejana, que à época de seu nascimento gozava do status de município, tendo perdido tal categoria em 1921 integrando como um bairro à cidade de Fortaleza, Ceará. Sete anos antes, em 1822, após a Proclamação da Independência, D. Pedro I se torna imperador do Brasil. Dois anos após o seu nascimento, em 1831, D. Pedro I, cedendo a pressões internas e externas, abdica em favor do filho e retorna para Portugal. É nesse cenário político de disputas pelo poder que o jovem escritor crescerá acompanhando o pai que seria senador e, posteriormente, governador do estado do Ceará.

A transferiu-se para a capital do Império do Brasil, Rio de Janeiro, e José de Alencar, então com onze anos, foi matriculado no Colégio de Instrução Elementar. Em 1844, matriculou-se nos cursos preparatórios à Faculdade de Direito de São Paulo, começando o curso de direito em 1846. Fundou, na época, a revista Ensaios Literários, onde publicou o artigo questões de estilo. Formou-se em direito, em 1850, e, em 1854 estreou como folhetinista no Correio Mercantil. Em 1856 publicou o primeiro romance, Cinco Minutos, seguido de A Viuvinha em 1857. Mas é com O Guarani em 1857 que alcançou notoriedade. Estes romances foram publicados todos em jornais e só depois em livros.

José de Alencar foi mais longe nos romances que completam a trilogia indigenista: Iracema (1865) e Ubirajara (1874). O primeiro, epopeia sobre a origem do Ceará, tem como personagem principal a índia Iracema, a "virgem dos lábios de mel" e "cabelos tão escuros como a asa da graúna". O segundo tem por personagem Ubirajara, valente guerreiro indígena que durante a história cresce em direção à maturidade.

Em 1859 tornou-se chefe da Secretaria do Ministério da Justiça, sendo depois consultor do mesmo. Em 1860 ingressou na política, como deputado estadual no Ceará, sempre militando pelo Partido Conservador (Brasil Império). Em 1868 tornou-se ministro da Justiça, ocupando o cargo até janeiro de 1870. Em 1869 candidatou-se ao senado do Império, tendo o Imperador D. Pedro II do Brasil não o escolhido por ser muito jovem ainda.

Em 1872 se tornou pai de Mário de Alencar, o qual, segundo uma história nunca confirmada, poderia ser na verdade filho de Machado de Assis, o que para alguns daria respaldo para o enredo principal do romance Dom Casmurro. Viajou para a Europa em 1877, para tentar um tratamento médico, porém não teve sucesso. Faleceu no Rio de Janeiro no mesmo ano, vitimado pela tuberculose. Machado de Assis, que esteve no velório de Alencar, impressionou-se com a pobreza em que a família Alencar vivia. Encontra-se sepultado no Cemitério de São João Batista no Rio de Janeiro.

Produziu também romances urbanos (Senhora, 1875; Encarnação, escrito em 1877, ano de sua morte e divulgado em 1893), regionalistas (O Gaúcho, 1870; O Sertanejo, 1875) e históricos (Guerra dos Mascates, 1873), além de peças para o teatro. Uma característica marcante de sua obra é o nacionalismo, tanto nos temas quanto nas inovações no uso da língua portuguesa. Em um momento de consolidação da Independência, Alencar representou um dos mais sinceros esforços patrióticos em povoar o Brasil com conhecimento e cultura próprios, em construir novos caminhos para a literatura no país. Em sua homenagem foi erguida uma estátua no Rio de Janeiro e um teatro em Fortaleza chamado "Teatro José de Alencar".

A Praça José de Alencar e a estação José de Alencar da Linha Sul do metrô de Fortaleza são homenagens da sua cidade natal.

Principais obras

Romances
  •     Cinco Minutos, 1856
  •     A viuvinha, 1857
  •     O guarani, 1857
  •     Lucíola, 1862
  •     Diva, 1864
  •     Iracema, 1865
  •     As minas de prata - 1º vol., 1865
  •     As minas de prata - 2.º vol., 1866
  •     O gaúcho, 1870
  •     A pata da gazela, 1870
  •     O tronco do ipê, 1871
  •     Guerra dos mascates - 1º vol., 1871
  •     Til, 1871
  •     Sonhos d'ouro, 1872
  •     Alfarrábios, 1873
  •     Guerra dos mascates - 2º vol., 1873
  •     Ubirajara, 1874
  •     O sertanejo, 1875
  •     Senhora, 1875
  •     Encarnação, 1877
Teatro
  •     Verso e reverso, 1857
  •     O crédito, 1857
  •     O Demônio Familiar, 1857
  •     As asas de um anjo, 1858
  •     Mãe, 1860
  •     A expiação, 1867
  •     O jesuíta, 1875
Crônica
  •     Ao correr da pena, 1874
Autobiografia
  •     Como e por que sou romancista, 1873
Crítica e polêmica
  •     Cartas sobre a confederação dos tamoios, 1856
  •     Ao imperador:cartas políticas de Erasmo e Novas cartas políticas de Erasmo, 1865
  •     Ao povo:cartas políticas de Erasmo, 1866
  •     O sistema representativo, 1866
Faleceu no Rio de Janeiro, em 12 de dezembro de 1877.

Fonte: Wikipedia
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Biografia dos Patronos: Humberto de Campos


Humberto de Campos Veras (Miritiba, 25 de outubro de 1886) foi um jornalista, político e escritor brasileiro.

De origem humilde, era filho de Joaquim Gomes de Farias Veras e Ana de Campos Veras. Nasceu no então município maranhense de Miritiba - hoje batizado com o seu nome. Com a morte do pai, aos seis anos, mudou-se para São Luís, onde começou a trabalhar no comércio local para auxiliar na subsistência da família. Aos dezessete muda-se, novamente, para o Pará, onde começa a exercer atividade jornalística na Folha do Norte e n'A Província do Pará.


Em 1910, quando contava 24 anos, publica seu primeiro livro de versos, intitulado "Poeira" (1.ª série), que lhe dá razoável reconhecimento. Dois anos depois, muda-se para o Rio de Janeiro, onde prossegue sua carreira jornalística e passa a ganhar destaque no meio literário da Capital Federal, angariando a amizade de escritores como Coelho Neto, Emílio de Menezes e Olavo Bilac. Começa a trabalhar no jornal "O Imparcial", ao lado de figuras ilustres como Rui Barbosa, José Veríssimo, Vicente de Carvalho e João Ribeiro. Torna-se cada vez mais conhecido em âmbito nacional por suas crônicas, publicadas em diversos jornais do Rio de Janeiro, São Paulo e outras capitais brasileiras, inclusive sob o pseudônimo "Conselheiro XX".

Em 1919 ingressa na Academia Brasileira de Letras, sucedendo Emílio de Menezes na cadeira n.º 20
, assento cujo patrono é Joaquim Manuel de Macedo, da qual foi o terceiro ocupante, por Luís Murat. Um ano depois ingressa na política, elegendo-se deputado federal pelo seu Estado natal, tendo seus mandatos sucessivamente renovados até a eclosão da Revolução de 1930, quando é cassado. Após passar por um período de dificuldades financeiras, é nomeado, graças à admiração que lhe votavam figuras de destaque do Governo Provisório, Inspetor de Ensino no Rio de Janeiro e, posteriormente, diretor da Fundação Casa de Rui Barbosa.

Em 1933, com a saúde já debilitada, Humberto de Campos publicou suas Memórias (1886-1900), na qual descreve suas lembranças dos tempos da infância e juventude. A obra obteve imediato sucesso de público e de crítica, sendo objeto de sucessivas edições nas décadas seguintes. Uma segunda parte da obra estava sendo escrita por Humberto de Campos quando de seu falecimento, vindo à lume postumamente sob o título de Memórias Inacabadas.

Após vários anos de enfermidade, que lhe provocou a perda quase total da visão e graves problemas no sistema urinário, Humberto de Campos faleceu no Rio de Janeiro, em 5 de dezembro de 1934, aos 48 anos, em virtude de uma síncope ocorrida durante uma cirurgia.

Tendo Humberto de Campos falecido no auge de sua popularidade, diversas coletâneas de crônicas, anedotas, contos e reminiscências de sua autoria foram publicados nos anos seguintes a sua morte, época em que também vieram à lume diversos livros supostamente escritos pelo espírito do escritor, por meio da psicografia do médium Chico Xavier. Os familiares de Humberto de Campos processaram judicialmente este último, alegando a ausência de pagamento de direitos autorais. A demanda, que provocou grande polêmica na época, foi julgada improcedente (conferir detalhes do processo aqui)

Em 1950, nova polêmica: o Diário Secreto mantido pelo autor em alguns períodos da década de 1910 e com assiduidade de 1928 até sua morte é divulgado pela revista O Cruzeiro, cujos editores o publicam em livro em 1954. A publicação causou escândalo à época de sua publicação em razão de diversos registros e impressões pessoais feitos por Humberto de Campos a respeito de pessoas de grande notoriedade nas letras, política e sociedade de sua época, incluindo Machado de Assis, Getúlio Vargas, Olavo Bilac, e outros.

Sucessivas edições das Obras Completas de Humberto de Campos foram publicadas por diversas editoras (José Olympio, Mérito, W. M. Jackson, Opus) até 1983.

As constantes preocupações de ordem financeira, as quais o obrigavam a redigir diariamente crônicas, contos e artigos de crítica literária a fim de garantir sua subsistência, bem como os prolongados problemas de saúde que resultaram em uma morte prematura, impediram Humberto de Campos de se debruçar sobre projetos literários de maior envergadura, razão pela qual parcela substancial de sua bibliografia é constituída de coletâneas de seus escritos, os quais constituem útil instrumento para a análise da vida cotidiana e literária dos anos 1910, 1920 e 1930 no Brasil. A temporalidade que caracteriza essa parcela substancial de sua bibliografia parece ser a principal razão para o pouco interesse que atualmente o seu nome desperta entre os leitores e no meio acadêmico.

Principais obras

Além do Conselheiro XX, Campos usou os pseudônimos de Almirante Justino Ribas, Luís Phoca, João Caetano, Giovani Morelli, Batu-Allah, Micromegas e Hélios. Humberto de Campos d
eixou um diário secreto, publicado postumamente, o que causou enorme polêmica, destilando o autor críticas e comentários mordazes aos seus contemporâneos.

Além de Poeira, publicou:

  •     Da seara de Booz - crônicas - 1918
  •     Vale de Josaphat - contos - 1918
  •     Tonel de Diógenes - contos - 1920
  •     A serpente de bronze - contos - 1921
  •     Mealheiro de Agripa - 1921
  •     Carvalhos e roseiras - crítica - 1923
  •     A bacia de Pilatos - contos - 1924
  •     Pombos de Maomé - contos - 1925
  •     Antologia dos humoristas galantes - 1926
  •     Grãos de mostarda - contos - 1926
  •     Alcova e salão - contos - 1927
  •     O Brasil anedótico - anedotas - 1927
  •     Antologia da Academia Brasileira de Letras - participação - 1928
  •     O monstro e outros contos - 1932
  •     Memórias 1886-1900 - 1933
  •     Crítica (4 séries) - 1933, 1935, 1936
  •     Os países - 1933
  •     Poesias completas - reedição poética - 1933
  •     À sombra das tamareiras - contos -1934
  •     Sombras que sofrem - crônicas - 1934
  •     Um sonho de pobre - memórias - 1935
  •     Destinos - 1935
  •     Lagartas e libélulas - 1935
  •     Memórias inacabadas - 1935[2]
  •     Notas de um diarista - séries 1935 e 1936
  •     Reminiscências - memórias -1935
  •     Sepultando os meus mortos - memórias - 1935
  •     Últimas crônicas - 1936
  •     Contrastes - 1936
  •     O arco de Esopo - contos - 1943
  •     A funda de Davi - contos - 1943
  •     Gansos do capitólio - contos - 1943
  •     Fatos e feitos - 1949
  •     Diário secreto (2 vols.) - memórias - 1954

Faleceu no Rio de Janeiro, em 5 de dezembro de 1934.

Fonte: Wikipedia
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