Biografia dos Acadêmicos: Ordilei Alves da Costa


Ordilei Alves da Costa é autor dos livros “Dez contos com descontos” e o “O Apito do Trem”, além de contos publicados em “Trilhos e Letras – Uma antologia do Trem” e “Prêmio UFF de Literatura”. Misturando realidade e ficção, a história de “O Apito do Trem” se passa entre meados das décadas de 1950 e 60. Um operário aposentado apaixonado pelo trem que vai todos os dias à estação para vê-lo chegar e partir, acompanha o fim de uma era em Nova Friburgo. 

“O Apito do Trem” contém diversos elementos da história friburguense, como o Cine Leal, a Fábrica de Rendas, a Igreja Matriz, o Clube Olifas, o Cine Eldorado, o colégio da Fundação Getúlio Vargas, entre outros.

Cadeira nº 9 - Patronímica: Casimiro de Abreu
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Biografia dos Acadêmicos: Dirce Montechiari


Dirce Tavares Montechiari é poetisa e integrante da União Brasileira dos Trovadores (UBT), com sede em Nova Friburgo; professora do ensino fundamental, com licenciatura em História pela Universidade do Norte do Paraná (Unopar), e cursos de atualização realizados na Universidade Estácio de Sá e Faculdade de Filosofia Santa Dorotéia.

Como artista plástica, Dirce Montechiari reúne participações e premiações em exposições individuais e coletivas no Brasil e exterior. É
também autora de inúmeras trovas, contos, poesias e sonetos premiados, alguns deles publicados na Revista Brasília e pela editora Guemanise em 2007 e 2008, como Machado de Assis em Nova Friburgo, Vida de Euclides da Cunha, Poesias e Antologias: Elos & Anelos e Garimpo de Palavras: contos, poesia e literatura.

Cadeira nº 20 - Patronímica: Humberto de Campos
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Biografia dos Acadêmicos: Irapuan Teixeira Guimarães


Irapuan Teixeira Guimarães, escritor, poeta e ator. Professor de língua portuguesa e literatura brasileira, há mais de 30 anos. Cantagalense, mas friburguense de coração, começou a escrever ainda na adolescência, no antigo Colégio Rui Barbosa. Suas primeiras obras foram editadas ainda nos anos de chumbo quando ele e muitos outros artistas e escritores foram cerceados pela censura da ditadura militar. Seu primeiro livro, "Redemoinho”, por pouco não acabou no limbo daqueles tempos. Depois vieram duas obras didáticas de literatura e gramática: "Desabafo - poema mural”; a antologia "Rituais” e ainda, "O Pio da Jiripoca - o lado avesso de Nova Friburgo”, que descortina um pouco do comportamento da sociedade local.

Com uma linguagem simples, mas forte, Irapuan se define como um poeta que não escreve para acadêmicos. "O que eu vejo e apuro é para ser escrito no muro, ou seja, lido por todos e interpretado da maneira que quem ler achar melhor. Por isso priorizo poemas curtos, objetivos, bem dosados. Hoje em dia a maioria das pessoas não tem tanto tempo para se dedicar à leitura — uma pena. Textos longos são desprezados. Poeticamente falando, os poemas têm que dizer tudo quando não há mais tempo de dizer nada”, filosofa o autor, que começou a escrever sem a pretensão de tornar-se um autor publicado.

É membro da Academia Friburguense de Letras, ex-presidente do Conselho Municipal de Cultura de Nova Friburgo, homenageado com o título de cidadão friburguense oferecido pela Câmara Municipal, bem como, pelo Grupo Gama, durante a inauguração do memorial erguido na Praça Messias de Moraes Teixeira no Suspiro.

Cadeira nº 8 - Patronímica: Carlos de Laet
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O universo do Jazz - O “background” africano - Parte II

King Oliver's Creole Jazz Band (1921)


Um ensaio de G.W. Cable, que viveu em New Orleans antes e depois da guerra civil americana, dá seu testemunho de que, pelo menos dezoito nomes de tribos e de localidades, atualmente com nomes modificados, podem ser citados como origem dos negros americanos.

Dessa enorme massa humana, submetida a um vigoroso processo de aculturação, emergiria o jazz, em menos de meio século.

Um dos fatores mais importantes a se observar é que a música e a musicalidade, entre estes povos primitivos, se constituíam numa espécie de argamassa social. Vale dizer, o africano de então não conhecia originalmente a música como uma manifestação isolada da “arte”,  utilizando-a quase sempre como uma função estritamente comunitária.

O canadense Ernest Borneman, um dos primeiros a lançar mão de critérios antropológicos para melhor explicar o fenômeno da música jazzística, relacionou pelo menos oito grupos básicos de canções observadas entre os negros africanos:

“1-De jovens fazendo a corte às moças. 
2-De mães para acalmar e educar os filhos.
3-De iniciação dos mais velhos para os mais jovens.
4-De líderes religiosos para impor respeito aos crentes.
5-De chefes para impor ordem à comunidade.
6-De guerreiros para adquirir coragem nas batalhas e amedrontar os inimigos.
7-De sacerdotes e curandeiros para influir sobre a natureza (fertilidade, chuvas, pragas, etc.).
8-De trabalhadores para cadenciar e suavizar suas tarefas.”

A variedade de canções é tamanha e tão diversificada que existiam algumas para finalidades inteiramente inusitadas, como por exemplo, para celebrar a perda de um dente de uma criança, outra para celebrar o recolhimento de uma rede cheia de peixes.

 Havia canções de elogio, como também de escárnio. O caráter vibrantemente vocal da música africana se transportou para o jazz, quando os negros entraram em contato com os instrumentos europeus que encontraram na América, principalmente os instrumentos de sopro, que mais se prestavam para a imitação da voz humana.

Sua submissão ao trabalho escravo e o fato de terem sido violentamente cerceados em seu desejo de construir instrumentos musicais assemelhados aos que conhecia na mãe África, por seus senhores e feitores ─ por medo de que fossem utilizados como código para incitação de revoltas ─ foram fatores determinantes para explicar a sua tradição vocal.

Os grandes espaços americanos, a exemplo do que já ocorria na África, passaram a repercutir o grito do negro, não como uma manifestação musical, mas como um meio de reconhecimento no ambiente hostil.

Eram os field hollers. Tais gritos primitivos, matéria bruta, aos poucos iam assumindo outros contornos e novas formas à medida que o africano absorvia e assimilava a cultura americana, particularmente os instrumentos europeus que lhes caiam às mãos,  e notadamente os de sopro.

A grande maioria dos negros vivia e morria no trabalho da plantação ou, em outros casos, para a indústria nascente, nas serrarias, nos engenhos e na construção das ferrovias, então em franca expansão.

A exemplo do que já acontecia no seu habitat africano, a música ritmava os trabalhos, cadenciando as machadadas, as marteladas, o içamento de cargas etc. Elas foram não só permitidas como também estimuladas, pois transmitiam tranqüilidade aos senhores e aos capatazes:

“O trabalho corria em ordem e
os negros pareciam contentes,
no seu devido lugar”.

Eram as “work-song”. Em alguns casos eram extremamente descritivas, como exemplifica Muggiati:

“Walk to the car, steady yourself.
Heag High!
Trow it away!
That’s just right.
Go back and get another one”.

(Vá até o carro, caminhe reto.
Cabeça erguida!
Agora pode largar!
Assim, muito bem.
Volte lá e pegue outro)

Outras canções obedeciam ao esquema de chamado-e-resposta, devidamente documentada numa prisão do sul dos Estados Unidos:

Leader:    I Wonder what’s the matter.
Workers:     Oh-o, Lawd.
Leader:    Well I wonder what’s the matter with my long time here.

(Feitor:    Eu me pergunto o que há de errado.
Trabalhadores: Oh, Senhor
Feitor:        Me pergunto o que há de errado com minha longa pena aqui.)

O citado esquema de chamado-e-resposta, denominado pelos especialistas como “responsorial” ou “antifonal” ocorreu de forma variada na música religiosa afro-americana, destacando-se principalmente as “gospel songs” (Gospel, significando Evangelho) e os “sprituals”.

No primeiro, uma mistura  dos hinos protestantes com as work-songs, os negros introduziram um ritmo fortemente sincopado acompanhado de palmas e batida dos pés.

Já os “sprituals”, eram eles entoados mais lentamente e de forma solene. Sua condição de escravos os identificava com o povo oprimido de Israel em sua luta pela libertação, como descreviam as Sagradas Escrituras.

Já com relação a aspectos mais profanos, outro dos gêneros que contribuiriam para a formação da música jazzística  eram os “minstrel shows”.

Nesses espetáculos podia-se encontrar uma miscelânia cultural integrada por acrobacias circenses, excentricidades musicais, paródias de Hamlet e imitações do cotidiano numa aldeia africana.
Destes shows se originaria o “cakewalk”, que apareceu inicialmente como uma sátira, uma imitação feita pelos negros à maneira afetada de andar dos brancos, transformando-se posteriormente, numa dança de sucesso.

O “cakewalk”, por sua vez, concorreria para o aparecimento do que foi um dos primeiros booms musicais do final do Século XIX: o “ragtime” (literalmente ragged time – ritmo rasgado, destruído), que tomou conta da América e depois do mundo, tornando-se a coqueluche da década de 1920.

Seu expoente, um dos seus criadores e primeiros compositores, foi Scott Joplim, e também um dos primeiros a se tornar mundialmente conhecido.

Diz-se que New Orleans foi o berço do jazz (esta não é uma verdade completa) pois alguns anos antes o ragtime já existia, e sua capital era Sedália, no Estado do Missouri.

Por essa razão é que Scott Joplim, pianista e compositor, nascido no Texas em 1868, para se lá se transferiu, tornando-se o líder dessa música que não tinha improvisação, elemento básico da música de jazz, mas que possuía um swing característico.

O ragtime era uma música do povo, do operário, particularmente daquele que trabalhava na construção das grandes vias férreas americanas, que à noite se reunia para ouvi-la. Curioso era que a música podia ser executada por pianistas “ao vivo”, como também por gravações em rolos de pianola , distribuídos por toda a região. E isso muitos anos antes da invenção do disco.

Alberto Lima Abib

Alberto Lima Abib – Nascido em Duas Barras(RJ), é descendentes de famílias portuguesas, libanesas e suíças. Economista aposentado do Banco Central do Brasil, foi diretor de empresas governamentais brasileiras no exterior. É membro da ACADEMIA FRIBURGUENSE DE LETRAS – AFL, da SOCIÉTÉ FRIBOURGEOISE DES ÉCRIVAINS – SFE, (de Fribourg, Suíça), da SOCIÉTÉ D’HISTOIRE DU CANTON DE FRIBOURG (Suíça), e membro do CBG-COLÉGIO
BRASILEIRO DE GENEALOGIA.
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O universo do Jazz - O “background” africano - Parte I

King Oliver's Creole Jazz Band (1921)
Tem-se amplo conhecimento de que a música européia, estudada e transmitida ao longos dos séculos, teve uma contribuição relevante para a formação da música jazzística.
Da música africana se poderia dizer que foi fundamental no desenvolvimento do jazz e que se tornou parte dele, embora se trate de matéria ainda não totalmente explorada e não muito conhecida.
 
Portanto, alguns dos elementos de formação do jazz são inequivocamente africanos. Leonard Feather em seu monumental trabalho denominado “Encyclopedia of Jazz” enumera seis elementos básicos:

*ritmos da África Ocidental,
*estrutura harmônica da música clássica européia,
*melodias e harmonias da música folclórica norte-americana do Século XIX,
*música religiosa,
*work songs e
*músicas do minstrels show.

O escritor, jornalista e crítico de jazz Roberto Muggiati, por sua vez, chega mesmo a enfatizar que “O jazz nasceu de um ato de violência, com o negro arrancado da África para trabalhar em outra terra, do outro lado do oceano”.

Houve época em que se pensava que os escravos tinham origem em todo o continente africano, e que apenas os mais fracos eram capturados e vendidos. Melville J. Herskovits, antropólogo e estudioso do assunto comprovou que a maioria dos escravos provinha da costa ocidental da África, principalmente do Senegal, da Costa da Guiné, do delta do Níger e do Congo.

Apurou também que os comerciantes africanos que vendiam os escravos eram os vencedores e sobreviventes das guerras tribais e dinásticas.

Uma vez sobrepujando-se aos seus inimigos, que saqueavam e aprisionavam, ofereciam suas presas aos traficantes de escravos para serem vendidos na Europa e na América.

À medida que a procura de escravos avançava na direção norte/sul do continente africano, a partir de Dakar até o Congo, notabilizavam-se como traficantes primeiro os portugueses, depois os holandeses e em seguida os ingleses e espanhóis, com os franceses em menor escala.

Cada potência européia supria as suas colônias no Novo Mundo com escravos das tribos que eram saqueadas e os plantadores de cada uma das colônias davam preferência a gente de tribos com que a mãe pátria os supria.

Assim, os plantadores espanhóis  preferiam os iorubas, os ingleses os ashantis, assim como os plantadores franceses preferiam os daomeanos.

Não obstante as muitas exceções, parece que o padrão global de distribuição dos escravos africanos prevaleceu ainda por algumas gerações, e foi determinante na transmissão da cultura: a música africana predominante em Cuba (originalmente colônia espanhola) é ioruba, na Jamaica (inglêsa) é ashanti, assim como no Haiti (colônia francesa) e em New Orleans (primitivamente território francês, que recebera grande contingente de negros do Haiti) era daomeana. Mas em todas essas etnias, a musicalidade era um fato.

Apesar de proibido o tráfico em 1808, pelo governo norte-americano, os escravos continuavam chegando. Em 1860, às vésperas da Guerra de Secessão, eram cerca de três milhões de negros e mulatos em território norte-americano.

Alberto Lima Abib

Alberto Lima Abib – Nascido em Duas Barras(RJ), é descendentes de famílias portuguesas, libanesas e suíças. Economista aposentado do Banco Central do Brasil, foi diretor de empresas governamentais brasileiras no exterior. É membro da ACADEMIA FRIBURGUENSE DE LETRAS – AFL, da SOCIÉTÉ FRIBOURGEOISE DES ÉCRIVAINS – SFE, (de Fribourg, Suíça), da SOCIÉTÉ D’HISTOIRE DU CANTON DE FRIBOURG (Suíça), e membro do CBG-COLÉGIO BRASILEIRO DE GENEALOGIA.
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Biografia dos Acadêmicos: Hamilton Werneck


Hamilton Werneck é doutorando, pós-graduado em educação, pedagogo e professor do ensino superior reconhecido pelo CFE.

Autor de 26 livros publicados, alguns já traduzidos para o espanhol e inglês, e com 9 DVDs educativos, Hamilton Werneck já realizou mais de 1.950 conferências em todo o Brasil envolvendo colégios, secretarias de educação, sindicatos patronais e de classe e universidades.

Seu livro "Se você finge que ensina, eu finjo que aprendo", já está na sua 26ª edição, com 70 mil exemplares vendidos.

Com experiência em educação desde as classes multisseriadas do interior até a pós-graduação, vem participando ativamente da vida educacional do país através de programas de TV e congressos nacionais e internacionais de educação.

Pertenceu, como conselheiro, de conselhos municipais e do Conselho Estadual de Educação do Estado do Rio de Janeiro e atualmente é Membro da Academia de Letras de Nova Friburgo.

Foi também Secretário de educação do município de Nova Friburgo - RJ, e escreve para sites educacionais, revistas e jornais especializados, como a revista Profissão Mestre, fazendo parte também de seu respectivo Conselho Editorial.

Atualmente trabalha na Universidade Candido Mendes. 

Cadeira nº 6 - Patronímica: Augusto dos Anjos
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Biografia dos Acadêmicos: Alexandre Gazé


Advogado e Professor Universitário lecionando a cadeira de Instituições de Direito Público e Privado; Especialista em Ensino Superior; Pró-Reitor de Coordenação e Expansão da Universidade Candido Mendes; Secretário Geral da ASBI – Associação Sociedade Brasileira de Instrução.

É inscrito na OAB desde 1974; membro da Secretaria Executiva da Comissão Brasileira de Justiça e Paz, órgão da CNBB; Secretário Adjunto da Academia da Latinidade; Membro Titular do Instituto de Advogados do Brasil – IAB.

Membro do Centro Alceu Amoroso Lima para a Liberdade e do Centro Heleno Fragoso para os Direitos Humanos;

Ex–Secretário Municipal de Educação e Cultura de Nova Friburgo e também Ex-Secretário de Planejamento do Município;

Responsável pelos Campi da Candido Mendes em Friburgo, Niterói, Tijuca, Araruama, Padre Miguel, Jacarepaguá, Sulacap, Vitória e Méier, além das Subsedes onde se realizam as aulas do Curso Normal Superior, atualmente em Macaé e Petrópolis.

Livros publicados

• Retrato Falado, Quem tem Medo de Paulo Azevedo

• Batistão por Inteiro – A Biografia de João Baptista da Costa

• Na Porta do Mosteiro - uma Biografia de Dom Clemente Isnard

Cadeira nº 3 - Patronímica: Alberto Torres
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O universo do Jazz - Uma introdução - Parte II

Foto: http://radios.ebc.com.br/acervo-jazz/
Jorge Guinle, certamente o brasileiro que se tornou o maior conhecedor do jazz, no Brasil e no mundo, explicitou, no seu livro pioneiro “Jazz Panorama”, editado em 1954, alguns conceitos fundamentais para a exata compreensão da música jazzística.

O amante do jazz, via de regra, possui a intuição necessária para apreciar, de imediato, a linguagem jazzística.

Jorge Guinle a intitulava, na sua linguagem particularíssima, “a ponte entre o ouvido e a mente”. Quando não é o caso desta identificação imediata, o ouvinte precisa, preliminarmente, adquirir uma simpatia, uma predisposição para com a sonoridade e o ritmo sui generis do jazz. Em muitos casos, muitos vão direto ao conceito estético desfavorável, sem antes sentir esta reação básica.

Numa apresentação de música jazzística há, quase sempre, uma comunhão entre os aficcionados e os executantes, produzindo-se aos primeiros, uma compreensão direta, imediata, inesquecível e sem dúvida agradável.

Tão importante quanto, é a comunhão entre os executantes. Sua performance se alicerça normalmente num entrosamento perfeito e quase que milagroso, já que o jazz é uma manifestação de caráter exclusivamente improvisacional.

Esta simbiose perfeita e espontânea constituía-se traço comum entre os pioneiros jazzistas de New Orleans (a improvisação coletiva).
A forma mais pura do jazz é o blues, que voltaremos a abordar futuramente, como uma das etapas evolutivas mais importantes do jazz.

Os blues, forma fundamental do jazz, começaram a ser cantados nas últimas décadas do século XIX (1870 ?) pelos negros no sul dos Estados Unidos.  Estão impregnados de elementos do canto africano que diferem da harmonia clássica européia.

Nessa música primitiva, a afinação não se restringia aos tons e semitons da nossa escala, mas se constituia numa série de gradações, em redor da “tônica” e da “dominante”, que variavam em até 1/16 do tom.

Ou seja, nos blues, segundo Jorge Guinle,  que sintetiza o entendimento dos especialistas em teoria musical,  “...uma bemolização da têrça e da sétima (as chamadas blue notes) produz uma alternação constante entre os modos maior e menor. Ainda, a escala dos blues difere da escala clássica pelo fato da têrça, da sétima,  e às vezes da quinta,  serem bemolizadas”.

Aliás, o Dicionário de Música da Zahar Editores (1985) define a “blue note” como “Uma nota tocada em blues (usualmente a terceira ou a sétima da escala), deliberadamente desafinada, isto é, entre o intervalo maior e menor”.

O mesmo compêndio define o blues como uma “forma lenta e melancólica de música popular norte-americana que se desenvolveu a partir dos spirituals e canções de trabalho dos negros na década de 1860.

Originalmente consistia em uma sequência de 12 compassos (três grupos de quatro compassos, em que o segundo grupo é uma repetição do primeiro), obedecendo toda a sequência ao padrão de acordes tônica "subdominante" "dominante" "tônica". A linha melódica sincopada introduz harmonias baseadas em blue notes...”.

Daí, o blues é uma forma de execução na qual são utilizadas as chamadas “blue notes”.

Por isso, o mais importante a enfatizar-se, neste momento, é que  aqui entre nós, no Brasil, quando se fala em blues, equivocadamente supõe-se tratar de um slow fox ou de um melódico como “The man I Love”, “Night and Day”, ou ainda o conhecido tema “Blue Moon”.

Não necessariamente.  

Normalmente executados em tempo lento, os blues podem ser tocados em qualquer andamento, como o “Empty Bed Blues”, de Bessie Smith (tocado em tempo médio), o “Dippermouth Blues”, de Fletcher Henderson (em tempo rápido), o “Backwater Blues”, de Bessie Smith (o blues cantado),  “Lonesome Blues”, de Bunk Johnson (o blues executado em estilo New Orleans clássico), “One O’Clock Jump”, de Count Basie (o blues “swingado”)  e    “Billies’s Bounce”, de Charlie Parker (exemplo de blues em estilo bop).

Ainda com relação ao uso das “blue notes”, alguns etnomusicólogos  relutam em aceitar, em definitivo, as explicações para tais fenômenos.  A questão refletiria, talvez, a resistência cultural do negro em aderir, de uma forma completa, à tonalidade européia.

Feliz e oportuna rebeldia, porque a  beleza e originalidade destes sons, ouvidos inicialmente nas margens lamacentas do Rio Mississipi, ganharam mundo e, em menos de sessenta anos, sua influência pode ser percebida mesmo nas criações dos grandes compositores eruditos do Século XX.   

Fortemente impregnado de caracteres jazzísticos, mesmo não sendo puro jazz, como queriam os puristas do gênero, surge em 1923 o balé “La Création du Monde”, do francês Darius Milhaud (este que, por sua vez, veio a ser o professor de piano do grande jazzista Dave Brubeck);  em 1924 acontece a estreia de “Rhapsody in Blue”, do norte-americano George Gershwin;   em 1927 o austríaco naturalizado norte-americano Ernst Krenek editava a sua ópera “Johnny Spielt Auf”, protagonizada por um violinista negro da música do jazz.

O mesmo fenômeno aconteceu, e ainda hoje pode se observar, com relação à compreensão do que é a música do jazz. Nos anos 20 e 30 confundia-se com o jazz a música de grandes orquestras, típica para dançar, “xaroposa”, comercial mesmo, de Paul Whiteman e Jack Hilton. Alguns anos depois, na Europa e particularmente na Alemanha, toda a canção com um ritmo bem marcado e sincopado era rotulada como música de jazz.

Para finalizar esta pequena introdução, que pretendo seja a primeira de muitas crônicas sobre jazz, sobre música erudita e sobre música em geral, seria de se registrar, a título ilustrativo, que a palavra jazz apareceu impressa, pela primeira vez, num jornal de São Francisco, Califórnia, nos primeiros anos do Século XX, não obstante o pianista Jelly Roll Morton, de New Orleans, ter afirmado categoricamente que “Fui eu quem inventou o jazz, no ano de 1902”.  

No seu cartão de visitas ele anunciava solenemente  “Jelly Roll Morton, Originator of Jazz and Stomps, Victor Artist, World’s Greatest Hot Tune Writer”.

Não obstante a flagrante imodéstia do legendário tecladista, porque não há registro histórico de que a música do jazz, naquela época, tenha sido assim rotulada, Jelly Roll  tem sido considerado pelos historiadores e pela crítica especializada como o primeiro grande compositor do jazz.

Alberto Lima Abib

Alberto Lima Abib – Nascido em Duas Barras(RJ), é descendentes de famílias portuguesas, libanesas e suíças. Economista aposentado do Banco Central do Brasil, foi diretor de empresas governamentais brasileiras no exterior. É membro da ACADEMIA FRIBURGUENSE DE LETRAS – AFL, da SOCIÉTÉ FRIBOURGEOISE DES ÉCRIVAINS – SFE, (de Fribourg, Suíça), da SOCIÉTÉ D’HISTOIRE DU CANTON DE FRIBOURG (Suíça), e membro do CBG-COLÉGIO BRASILEIRO DE GENEALOGIA.
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O universo do Jazz - Uma introdução - Parte I

Foto: http://radios.ebc.com.br/acervo-jazz/
O jazz não é um tipo de música, mas uma maneira de tocar música, um modo de expressão musical originado na assimilação, pelo negro americano, da música européia com suas raízes africanas, tendo como elementos principais o beat  ou swing, caracterizando-se fundamentalmente por forte tensão e por uma improvisação, parcial ou total, numa execução instrumental ou vocal. 

Definições como esta por mim proposta, continuam sendo tão incompletas como tantas outras proclamadas por personalidades de toda a parte, músicos ou não músicos,  ligados ou não à literatura especializada, com indisfarçável diletantismo.  

Joachim-Ernst Berendt, cidadão alemão, entusiasta do gênero e grande conhecedor do jazz, inclusive o  europeu, assim o definiu:

O jazz é uma prática musical que nasceu nos Estados Unidos graças ao encontro do negro com música européia. O arsenal harmônico, melódico e instrumental procede fundamentalmente das tradições musicais do Ocidente. Os ritmos, o fraseado, a sonoridade, assim como certas particularidades da harmonia do blues, incorporam à origem africana o senso musical dos negros americanos. 

Três elementos básicos distinguem o jazz da música européia: 

1) uma relação especial com o sentido de tempo, caracterizada pelo que chamamos swing; 

2) uma espontaneidade e uma vitalidade da produção musical, com importante papel atribuído à improvisação; 

3) uma sonoridade e um fraseado que refletem a individualidade do músico em ação. 

Esses três elementos básicos criam um tipo de tensão que não se compõe, como na música européia, de grandes sequências, mas sim de uma porção de pequenos elementos de tensão, que se aglutinam para desarticular-se em seguida, criando uma poderosa intensidade. 

Os diferentes estilos, as fases de desenvolvimento por que passou o jazz desde  que surgiu na virada do século até hoje, caracterizando-se em boa parte pelo fato de os três elementos básicos assumiram, a cada vez, uma significação diferente e se inscreverem em novos tipos de relação”.

Mas o que significaria o jazz para aqueles que o criaram? E para aqueles que o praticaram, ao longo de toda a sua história? E para os que o vivem ainda hoje? Inúmeras são as colocações, todas diferentes entre si, algumas até exóticas.

Fats Waller, o grande pianista dos anos 1920 e 1930 que o Harlem conheceu, diz: “Se você não sabe o que é jazz, não perca o seu tempo...”, e ainda também dele: “O jazz não é o que você toca, mas a maneira como o toca”.

O sax-tenor Jimmy Heath da escola de Filadélfia: “sem levar em conta seu lado mental, espiritual, não dá para pegar o jazz em sua totalidade”.

Louis Armstrong responde que “se você precisa perguntar, então não vai saber nunca”.

Johnny Griffin: “Jazz is shit”.

O grande Charlie Parker esclarece que “Se você não o viveu, não adianta que ele não sairá de seu instrumento”.

O pianista Teddy Wilson, por sua vez, lhe dá uma definição um pouco mais romântica: “Jazz é o que se passa entre você e eu, é o amor”.

Sun Ra, expoente do free jazz e diretor da Orquestra Galática: “O jazz é o cosmo, é tudo, o jazz é você, tudo está em você” e “O jazz é o timbre do universo”.

Archie Shepp: “O jazz é a música negra” e “O jazz é a liberdade”.

Já o inovador Miles Davis enfatiza que “Jazz é uma palavra inventada pelos brancos”.

Curiosa é a afirmativa do saxonista Lennie Tristano: “O jazz  não é especialmente africano. Os rabinos nas sinagogas e os ciganos estão mais perto do jazz do que seja quem for na África”.

Dizzy Gillespie, um dos criadores do bebop: “O jazz é o que faz com que este século não soe como os outros”.

Dave Brubeck disse que “O jazz é, sem dúvida, a única forma de arte existente hoje em dia que conserva a liberdade do indivíduo sem tirar-lhe o sentimento de ligação”.

O pianista, compositor e band-leader Duke Ellington resumiu assim seu pensamento: “O jazz é a liberdade de possuir muitas formas”.

O poeta Jean Cocteau, escreveu que “Causa-me espanto que o jazz não tenha existido sempre. Nada consegue ser tão intenso como o jazz”.

Blaise Cendrars, qualificado na crítica literária como um escritor maldito, proclamou que “O jazz não é a arte pela arte, mas uma nova razão de viver”.

Etimologicamente a palavra “jazz” se perde nas brumas da história e derivaria, segundo alguns, de um monossílabo da África Ocidental significando coito.

Para outros viria da expressão “jaser”, do dialeto crioulo da Louisiana, que por sua vez evocava o termo “jaïza”, originário da costa noroeste da África, para designar “o som de tambores distantes”.

Para outros tantos, a palavra jazz teria ainda origem mais antiga, isto é, na gíria dos negros africanos "o que elidiria a hipótese de figurar em textos impressos" nas expressões jism, gism, jasm, referindo-se a “sêmen”, “energia”, “vigor”, mas com marcantes conotações sexuais e também de obscenidade.

Era expressão comum entre as antigas divas do blues a exclamação: give me your jazz”.

Alberto Lima Abib

Alberto Lima Abib – Nascido em Duas Barras(RJ), é descendentes de famílias portuguesas, libanesas e suíças. Economista aposentado do Banco Central do Brasil, foi diretor de empresas governamentais brasileiras no exterior. É membro da ACADEMIA FRIBURGUENSE DE LETRAS – AFL, da SOCIÉTÉ FRIBOURGEOISE DES ÉCRIVAINS – SFE, (de Fribourg, Suíça), da SOCIÉTÉ D’HISTOIRE DU CANTON DE FRIBOURG (Suíça), e membro do CBG-COLÉGIO BRASILEIRO DE GENEALOGIA.
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Biografia dos Acadêmicos: Sérgio Bernardo


Sérgio Bernardo é carioca, nascido no bairro de Botafogo, mas vive em Nova Friburgo desde a infância. Jornalista, escritor e poeta, faz parte de academias de letras e associações culturais. Em concursos tem premiações em vários estados do Brasil, em Portugal e na Argentina, destacando-se o Helena Kolody de Poesia, o Paulo Leminski de Contos, o Off Flip de Poesia 2006, o Femup 2008 e o Felippe d’Oliveira em várias edições. Tem textos em dezenas de antologias, a exemplo, "Meninos" (editada em Belo Horizonte, em 2009), bem como em jornais, revistas e sites do país e exterior, além de um poema no documentário "Um bonde chamado Santa Teresa", dirigido por Jorge Ferreira. Manteve por 6 anos no jornal A Voz da Serra a coluna literária LetraLivre. Lançou, em 2005, o livro Caverna dos signos, com poesia e prosa, a convite da Secretaria de Cultura de Nova Friburgo.

Cadeira nº 2 - Patronímica: Alberto de Oliveira
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Coral Academia Friburguense de Letras se apresenta na Igreja Nossa Senhora das Graças


O Coral Academia Friburguense de Letras, se apresentará no dia 6 de dezembro de 2015, às 20 horas, na Igreja nossa Senhora das Graças, em Olaria. A AFL convida a todos para assistirem a mais essa apreesntação do coralregido pela maestrina Lanúzia Pimentel, o que certamente significará passar alguns momentos no encatamento que a boa música proporciona.
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3º Concurso Literário da Câmara Municipal de Nova Friburgo: Premiação ocorre no dia 26 de novembro


O 3º Concurso Literário da Câmara Municipal de Nova Friburgo, que este ano, homenageia o professor e escritor Robério José Canto, presidente da Academia Friburguense de Letras (AFL), terá sua cerimônia de premiação no dia 26 de novembro de 2015,às 18 horas, em sessão solene na Câmara Municipal de Nova Friburgo, na Rua Farinha Filho, nº 50 - Centro , Nova Friburgo - RJ.

Também foram homenageados, em outras edições do concurso, o escritor Affonso Romano de Sant’Anna, em 2013; e o escritor e jornalista João Máximo,em 2014.
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Concurso Nacional de Literatura Heitor Villa-Lobos: Premiação ocorre no dia 11 de dezembro

(Foto: Acervo)
Como parte das comemorações do centenário da estreia de Heitor Villa-Lobos como compositor, que aconteceu em 29 de janeiro de 1915, no Theatro Dona Eugênia, em Nova Friburgo, a Academia Friburguense de Letras (AFL) promoveu o Concurso Nacional de Literatura Heitor Villa-Lobos, buscando incentivar o conhecimento da vida e obra do compositor, além de ressaltar Nova Friburgo como local de inspiração para grandes obras artísticas.

Os prêmios serão entregues em sessão solene na Câmara Municipal de Nova Friburgo, no dia 11 de dezembro de 2015, às 19h30min, na Rua Farinha Filho, nº 50 - Centro , Nova Friburgo - RJ. Os três primeiros classificados de cada modalidade receberão os seguintes valores: 1o lugar: R$500; 2o lugar: R$300; e 3o lugar: R$100. Os demais concorrentes receberão certificados de participação. As obras poderão ser utilizadas na divulgação de atividades socioculturais da Academia, incluindo a publicação na revista Letras Friburguenses.
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Por que (não) celebrar o Natal?



Dias atrás o Papa veio a público e disse que não há clima para a celebração de Natal.

Afirmou categoricamente: "Estamos perto do Natal: haverá luzes, festas, árvores iluminadas, presépios, (…) mas é tudo falso. O mundo continua em guerra, fazendo guerras, não compreendeu o caminho da paz."

Uma atitude, no mínimo, corajosa. Vinda de um Papa, mais ainda. Que bom haver entre nós uma liderança que foge do lugar comum e, em algum sentido, subverte a ladainha do politicamente correto.

O Papa tem razão. Nosso tempo está de cabeça pra baixo mesmo. Irresponsabilidade pública nas pequenas e grandes coisas, terrorismo, crise política, arrocho econômico; enfim, um tempo de desesperança.

Mas discordo quando diz que não há clima pro Natal. Penso que é exatamente por causa das mazelas desse nosso tempo que o Natal deva ser comemorado. Subversivamente celebrado. Como denúncia anunciado.

O problema é que sempre se pensa em Natal como festa. Aí, de fato, não há lugar. Mas o Natal é bem diferente de festa. O nascimento do menino Jesus é tudo, menos festa.

A romantização que fizemos dos presépios, das árvores, das luzes e da comida são uma deformação do anunciado pelos evangelhos. Uma criança nasceu num curral de animais. Seus pais estavam obrigados por uma lei opressora. Logo depois, as perseguições que, décadas a frente, culminaram na tortura e morte de cruz.

A beleza das mesas de Natal não tem nada a ver com o nascimento de Jesus. Nada. Muito menos tem a ver com a família de Nazaré as celebrações pomposas da noite de Natal.

É claro que como metáfora que é, o Natal alimenta mil e uma interpretações e usos. Isso tem a ver com o registro mítico dos postulados religiosos. E aí, é claro, há intencionalidades ancestrais nas celebrações cúlticas.

Funcionam como ópio: inebriam, mas acalmam. Seduzem e dispersam. Heinrich Heine, em 1840, escreveu: "Bendita seja a religião, que derrama no amargo cálice da humanidade sofredora, algumas doces e soporíferas gotas de ópio espiritual, algumas gotas de amor, fé e esperança."

Marx foi menos otimista: "A miséria religiosa constitui ao mesmo tempo a expressão da miséria real e o protesto contra a miséria real. A religião é o suspiro da criatura oprimida, o ânimo de um mundo sem coração e a alma de situações sem alma. A religião é o ópio do povo. A abolição da religião enquanto felicidade ilusória dos homens é a exigência da sua felicidade real. O apelo para que abandonem as ilusões a respeito da sua condição é o apelo para abandonarem uma condição que precisa de ilusões. A crítica da religião é, pois, o germe da crítica do vale de lágrimas, do qual a religião é a auréola."

O desafio que se coloca é recuperar a realidade da estrebaria. O Natal que contraria a lógica da religião e inverte seus valores: destrona o céu e dignifica o ser humano.

Reduzir o Natal à festa, bolas e enfeites é banalizar a realidade. E a melhor forma de fazer isso, na religião, é o por meio da metafísica. Divinizar.

O Papa tem razão. Não faz sentido celebrar o Natal. Soa falso.

É preciso reinventá-lo: o menininho nasceu na indignidade de um curral, do ventre de uma mulher pobre. Nada mais humano. E é isso que importa. Humanizar.

Ricardo Lengruber

Ricardo Lengruber Lobosco é Bacharel em Teologia pelo Instituto Metodista Bennett (1995), e com Licenciatura Plena em História pela Faculdade de Filosofia Santa Dorotéia (1998). Especializado em Teologia e Ministério pelo McCormick Theological Seminary (1998) e em Administração Escolar pela UCAM (2011). Mestre (2002) e Doutor (2007) em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Cadeira nº 11 - Patronímica: Cruz e Souza.

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Biografia dos Acadêmicos: Paulo Jordão Bastos


O acadêmico Paulo Jordão Bastos, nasceu em Nova Friburgo em 26 de março de 1932. Técnico em ciências contábeis pela escola técnica de contabilidade, anexo ao Colégio Modelo de Nova Friburgo.
 
·         Curso superior de Odontologia, pela Faculdade de Odontologia de Nova Friburgo- FONF. Especialidade em várias áreas;
·         Cursos de didática pedagógica pelo CEP (centro de estudos pedagógicos do CNF – Fundação Getúlio Vargas)
·         Professor de didática específica de educação musical da FEFIEG (Federação das Escolas Federais Isoladas do Estado da Guanabara – MEC);
·         Professor de Educação Artística pelo MEC.
·         Professor de História Geral; do Brasil; história e estética das artes e da música;
·         Professor de Didática e pedagogia específica de educação musical e artes.
·         Criador no País da Tecnologia da Música descritiva visualizada.
·         Participou com os Maestros José Siqueira e Eliazar de Carvalho na criação de Concertos para a Juventude no cine Odeon no Rio de Janeiro e posteriormente no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
·         Participou com o Maestro José Siqueira da criação da Ordem dos Músicos no Brasil.
·         Participou ainda com o mesmo, no Ministério da Educação e Cultura, da lei que tornava proibida a execução de música estrangeira no início e intervalo de sessões cinematográficas, permissão somente para músicas brasileiras.
·         Em Nova Friburgo, no Centro de Artes, foi o pioneiro dos comentários técnicos para os concertos realizados para a juventude.
·         Realizou no Centro de Artes de Nova Friburgo, o primeiro concurso de piano de Nova Friburgo.

Curriculum vitae

·         Contabilista;
·         Cirurgião Dentista Sistêmico;
·         Biocibernética Bucal;
·         Musicoterapeuta;
·         Professor de Cirurgia Oral;
·         Professor de Artes Plásticas, Música, Literatura e Teatro;
·         Poeta e Compositor;
·         Maestro e Jornalista;

Membro das Entidades 
·         Academia Mineira de Odontologia (AMO) honorário;
·         Pierre Fauchard Academy – Estados Unidos da América;
·         Associação Brasileira de Cirurgia Oral (ABCO) – Fundador e Titular;
·         Associação Brasileira de Hipnodontia;
·         International Research Comittee of Oral Implantology (IRCOI) – USA;
·         Societá Dante Alighieri – Itália;
·         Ordem Internacional dos Jornalistas;
·         Ordem Internacional dos Músicos;
·         Ordem dos Músicos do Brasil;
·         Kiwanis Internacional – USA;
·         Associação Brasileira de odontologia do Rio de Janeiro (RJ), Pouso Alegre (MG) e Barão do Rio Branco (MG);
·         Cultura Artística de Nova Friburgo;
·         Clube Cultural de Nova Friburgo – Presidente;
·         Instituto Brasileiro de Odontologia Sistêmica;
·         Sociedade de Odontologia Sistêmica do Rio de Janeiro – Presidente do Conselho Deliberativo;
·         Instituto Brasileiro de Biocibernética Bucal;
·         Colégio Brasileiro de Cirurgiões e Implantologistas Orais (COBRACIO) – Fundador e Titular;
·         Academia Friburguense de Letras – Casa de Julio Salusse – cad. 40;
·         Academia de Odontologia do Estado do Rio de Janeiro – cad. 60;

Recebeu as Comendas
·         “Ambroise Paré” – França;
·         “Francisco Degni” – Brasil;
·         “Alvaro Brada” – Brasil;
·         “Manlio Salvatore Formiggini” – Itália;
·         “Milto H. Erickson” – EUA;
·         “Walter Curi” – Brasil
·         “Enio Lima” – Brasil;
·         “Alexandre Fleming” – Inglaterra;
·         “Ivan Petrovich Pavlov” – Rússia;
·         “Orandino Prado Filho” – Brasil;
·         “Isaac Jaimovich” – Brasil;
·         “Cavaleiro Comendador” - Ordem Internacional dos Jornalistas – Brasil;
·         “Cruz Igualdade, Liberdade e Fraternidade” – OIJ- Brasil;
·         “Tiradentes” – Brasil;
·         “Destaque na Odontologia 1994” – ABORJ – Brasil;
·         “Mérito Rotary Internacional” – Distrito 4580 – Brasil;
·         “Mérito Doutor Paulo Frenkel” – ABORJ- Brasil;
·         “250 Anos – Tiradentes” 14º Congresso Mundial de Implantes;
·         “Mérito Cultural Acadêmico” – Austraugésimo de Athaide da Academia de Letras e Artes de Paranapuã;
·         “Mérito Doutor Galdino do Valle Filho”;
·         “Mérito Pintor Gnard”;

Atuação Profissional
·         Nas artes, Educação e nas Ciências ministrou centenas de cursos, palestras e conferências.
·         Publicou em jornais e revistas centenas de artigos sobre ciências, Artes, educação, Esporte e Cultura.
·         Atuação pedagógica em inúmeros congressos, seminários e outras atividades científicas e pedagógicas.
·         Hoje se dedica à pesquisa no campo da odontologia Sistêmica e da Biocibernética Bucal.

Atividades Pedagógicas

Cursos
Ministrados pelo (CEP- CNF- FGV) – Centro de Estudos Pedagógicos do Colégio Nova Friburgo da Fundação Getúlio Vargas
·         Filosofia Institucional (10 anos [duas aulas semanais])
·         Técnicas Pedagógicas (10 anos [duas aulas semanais])
·         Didática Geral (10 anos [duas aulas semanais])

Exercício do Magistério
·         Professor de Artes do Colégio Nova Friburgo da Fundação Getúlio Vargas por um período de 16 anos – Titular;
·         Professor do CEP/CNF da Fundação Getúlio Vargas por um período de 10 anos, nos cursos de reciclagem de professores – reciclou milhares de professores de todos os Estados da Federação e do exterior;
·         Professor titular de Didática Especial de Educação Musical do Instituto Villa-Lobos da FEFIEG (Federação das Escolas Isoladas do Estado da Guanabara), por um período de 03 anos; - Instituto Villa-Lobos-MEC;
·         Professor de Artes por concurso (Primeiro lugar entre 3.680 candidatos) do CETREJ (Centro de Treinamento de Professores do Estado do Rio de Janeiro);
·         Professor/Auxiliar de Cirurgia Oral da Faculdade de Odontologia de Nova Friburgo por 02 anos;
·         Professor em centenas de Cursos de Música e Artes em várias instituições do país;
·         Diretor da AMES (Autarquia Municipal de Ensino Superior) de Nova Friburgo;
·         Orientador de Turmas do Centro de Orientação Educacional do CNF/FGV, por um período de 10 anos;
·         Maestro dos Coros de Professores e Alunos do CNF/FGV;
·         Especialista em Educação e Recursos Audio-Visuais;
·         Professor de Educação Artística do Colégio Estadual Professor Jamyl El-Jaick de Nova Friburgo;
Esses cursos pelo conteúdo equivalem ao Mestrado e Doutorado.

Informações Complementares

·         O professor Paulo Jordão Bastos, tem trabalhos científicos citados em vários jornais do país e do exterior, como: Jornal do Brasil, Dia, Panorama, Diário de Além Paraíba, O Nova Friburgo, A Voz da Serra, Jornal da Associação Paulista de Odontologia, Jornal da Associação de Odontologia do Rio de Janeiro;
·         Livros: Implantes Agulhados (Ronaldo de Carvalho Miguel e Glauco Longo Guerrieri); Implantes, de diversos autores brasileiros; Medicina Psico-Somática e Hipnose (Álvaro Brada);
·         Congressos: presidiu vários congressos de medicina psico-somática e de Odontologia, em todo o Brasil.
·         Teve sua obra didática pedagógica em destaque na América Latina, pela Comissão da Escola de Serves- França, em trabalho conjunto com a Universidade Sorbone de Paris (prof. Reginaldo Carvalho – prof. Diretor de música da Sorbone – diretor do Ensino Médio do MEC e diretor do Instituto Villa-Lobos);
·         Trabalhos citados e destacado na Universidade de Modena (berço da Implantodontia moderna), com o professor Mauro Salvatore Formiggini. Modena é a mais antiga Universidade do mundo.
·         Atuou em diversas bancas examinadoras de vestibulares de educação, Ares e Ciências;
·         Presidiu inúmeros concursos de Educação, Artes e Ciências em vários estados da federação;
·         Presidiu dezenas de concursos de músicas carnavalescas e teatro amador em vários estados da Federação;
·         Professor de Artes e estética;
·         Conferencista;
·         Atuação: teatro, cinema, ópera, coral e outras manifestações artísticas, pedagógicas, científicas e culturais.




Cadeira nº 40 - Patronímica: Visconde de Taunay
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