3º Concurso Nacional Júlio Salusse - Prosa e Verso - Relação dos Vencedores


A Academia Friburguense de Letras torna público o nome dos vencedores do 3º Concurso Nacional Júlio Salusse - Prosa e Verso. A premiação será no próximo dia 9 de dezembro, às 19h, na Câmara Municipal de Nova Friburgo. Na ocasião, também será anunciada a classificação final do primeiro, segundo e terceiro lugares. Os três primeiros classificados de cada modalidade, além do troféu e do certificado, receberão os seguintes valores: 1º lugar: R$ 500, 2º lugar: R$ 300 e o 3º lugar: R$ 200.

Este ano, contamos com a participação de cerca de 100 concorrentes, dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro (incluindo Nova Friburgo), Minas Gerais, Espírito Santo, Distrito Federal, Bahia, Pernambuco, Ceará e Rondônia.

O homenageado de 2016 foi o escritor Machado de Assis, um dos maiores nomes da Literatura Brasileira e cofundador da Academia Brasileira de Letras.

Confiram os vencedores:

Na categoria poesia, os vencedores foram: Cristiane da Silva Vieira, de Vassouras, Rio de Janeiro, com a obra “Ressurreições”; Feliciana L. da S. C. Cardoso, de Cabo Frio, Rio de Janeiro, com a obra “Mulheres de Machado”; e Rômulo César L. de Melo, de Recife, Pernambuco, com a obra “Carolina”.
Na categoria prosa, os vencedores foram: Clauber Pierre Santiago, de São José dos Campos, São Paulo, com a obra “Memorial de Assis”; Solano R. M. Ferreira França, de Nova Friburgo, com a obra “O Bruxo do Cosme Velho”; e Tatiana Alves Soares Caldas, do Rio de Janeiro, com a obra “Do Lado de Cá”.

Relembra-se que na solenidade de premiação, no próximo dia 9 de dezembro, às 19h, na Câmara Municipal de Nova Friburgo, será anunciada a classificação final do primeiro, segundo e terceiro lugares.

 A Câmara Municipal de Nova Friburgo fica na Rua Farinha Filho, 50, Centro.
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Academia Friburguense de Letras cria seu Anexo Jovem


 Decisão inédita ocorreu durante reforma estatuária



A Academia Friburguense de Letras – Casa de Julio Salusse – com uma decisão inédita (não se conhece nada igual) cria o Anexo Jovem para acolher novos escritores, entre 16 e 29 anos.

A reforma estatutária ocorrida em novembro de 2016, estabelece:
 
Seção II – DOS MEMBROS JOVENS
 
Artigo 7º - A Academia manterá um anexo com quinze cadeiras para jovens escritores, cuja numeração será acrescida da letra A. Exemplo: 1A;


§1º: A admissão do jovem escritor se dará pelo mesmo processo do membro efetivo, considerando a idade mínima de dezesseis anos e um livro publicado;


§2º: Ao completar trinta anos o jovem escritor terá a sua cadeira declarada vaga.

Com o objetivo de dar posse aos candidatos aprovados já em fevereiro de 2017, o jornal A VOZ DA SERRA publicou, na edição do dia 29/11/2016, o seguinte Edital:
ACADEMIA FRIBURGUENSE DE LETRAS – ANEXO JOVEM

EDITAL
 O presidente da ACADEMIA FRIBURGUENSE DE LETRAS, no uso de suas atribuições, declara vagas dez cadeiras – do número 1A ao 10A – no recém criado ANEXO JOVEM, que acolherá escritores de 16 a 29 anos. Até o dia 31/12/2016, os candidatos deverão encaminhar ao presidente da AFL, endereço: Praça Getúlio Vargas, 57 - Centro - Nova Friburgo-RJ. – plantão da secretaria: terças e quintas-feiras, das 15h às 17h. – 1) carta informando as razões do seu interesse em pertencer à Casa de Salusse e declarando conhecer o Art. 11 de seu Estatuto que, dentre outros deveres, especifica os de contribuição anual e de participação regular nas atividades da instituição; 2) três exemplares de um livro publicado; 3) currículo com identificação pessoal, endereço, e-mail e telefone(s).
 
Robério José Canto
Presidente
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Discurso de posse de Anna Braga Asth


Boa noite a todos!

Sr. Presidente, demais acadêmicos aqui presentes, Sr. Hartmut, meu padrinho, meus queridos familiares e amigos que me deram a honra da vossa presença:

Este é um momento de imensa alegria para mim.

Bem, é uma grande responsabilidade ocupar a cadeira nº 1 da Academia Friburguense de Letras, patronímica de Afrânio Peixoto.

Sua vida acadêmica oscilava entre a vocação científica, como renomado médico, e os pendores literários.

Além de médico, foi político, professor, crítico, romancista e historiador literário.

Conseguiu conciliar tudo.

Em 1910 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras.

E em sua biografia resumiu com singeleza, sobre seus múltiplos caminhos: “Estudou e escreveu, nada mais lhe aconteceu.”

Quanto ao meu antecessor, Antônio Francisco Furtado do Amaral, o “Tito Amaral”, era Doutor em Física, conhecedor apurado da língua portuguesa, uma das gratas figuras da cultura friburguense.

Foi presidente desta Academia.

Como palestrador brilhante, participou da XII Semana de Filosofia da Faculdade Eclesiástica de Filosofia João Paulo II, apresentando a Conferência Magna sobre “Fé e Ciência”.

Quanto a mim, sempre estive vinculada à arte musical, mas a minha grande paixão é a literatura, aptidão essa herdada da minha saudosa mãe. Desde a minha infância li e escrevi, em prosa ou em versos. No antigo curso primário eu já escrevia para o jornalzinho da escola, que chamava “O Mirim”. Tive artigos publicados no “Jornaleco” e outros jornais, bem como na revista “Repensar”, do Instituto de Filosofia e Teologia Paulo VI. Já participei dos Jogos Florais.

Confesso que, há poucos dias atrás, eu não imaginava que hoje  estaria aqui, tomando posse como membro da Academia Friburguense de Letras.

Sempre devotei a esta casa grande honra e consideração, sentimentos esses que agora vão se aprofundando, mediante a harmonia simples e sincera que permeia a relação dos seus membros.

Estou muito feliz. Imagina, estar ao lado dos magníficos!

Não posso aqui discorrer sobre cada um deles, pois o tempo é incompatível.

Todavia, cada um deles, educadores, clérigos, cientistas, historiadores, jornalistas, poetas ... ao se consagrarem escritores, desejam tocar suave ou arrojadamente os corações humanos, como “alimentadores dos sonhos”.

Se publicam “histórias”, fruto de pesquisas reais, essas serão como um orvalho sobre a dor da saudade, ou a perspectiva de aprofundar-se no conhecimento de suas raízes.

E se forem “criações”, elas embalarão os sonhos e influenciarão a alma dos amantes da literatura.

A arte tem poder de persuasão.

Se ela se tornar suave, resta a esperança de que produza efeitos apaziguadores, perceptíveis ao longo dos tempos.

Isso é uma utopia?

Não posso afirmar que não.

Todavia, apesar de utópico, eu persisto na busca de um bem maior: a lapidação do ser interior, onde o amor e a paz possam prevalecer e volte a se manifestar a ternura.

Não é muita pretensão minha?

Deve ser, mas ...

Na lenda da floresta em chamas, um pássaro cansadinho ia e vinha com gotas de água para jogar sobre o fogo. Alguém disse: - Não vê que não vai adiantar? Ele respondeu: - Terei feito a minha parte.

Espelhada nessa premissa, meus romances ou contos, falam da atualidade, abordam temas modernos, mas, nas entrelinhas, resgatados do emaranhado das intrínsecas relações humanas, trazem à tona alguns valores, semi esquecidos pelo chamado mundo moderno.

“Preciso Salvar as Crianças”, meu primeiro romance, foi lançado aqui na sede da Academia Friburguense de Letras, em 2010, sob a presidência do nosso querido e saudoso professor Aécio.

Que “estória” é essa?

É uma narrativa sobre a exploração da natureza sem a devida sustentação, movida por ganância e sede de vanglórias. O resultado foi uma catástrofe natural e a formação de um inimigo invisível que ameaçava a vida das crianças, tendo produzido suas vítimas fatais.

Essa inspiração me veio através de uns sonhos e eu desejo que tenha sido apenas um empurrãozinho para o desabrochar da Anna escritora; que a lenda nunca se torne uma história.

Sobre esse livro recebi palavras valiosas do professor Hamilton Werneck, nosso confrade, que considerou boa principalmente a fluidez da narrativa e o perfeito manejo dos diálogos, ordenados de forma a não deixar dúvidas nos leitores.

Recebi muitos outros comentários, como o de uma amiga que me mandou uma mensagem às 7:30, dizendo: “-O seu livro é uma droga!”

Fiquei um tanto decepcionada, mas, fazer o quê? Questão de opinião ...

Dali uns vinte minutos ela mandou-me outra mensagem: “- Que droga! Já perdi a hora do banho, do café, e até do trabalho, e não consigo parar de ler!”
Foi gratificante!

Recentemente encontrei-me com a caríssima Wanda, nossa confreira, e ela disse-me: “- Não me esqueço do seu livro; eu não parei de ler até saber o resultado das bolhas que salvariam a vida das crianças.”

Em 2014 editei mais três romances e um livro de contos.

Todos maravilhosos !!!

Eu os releio e me emociono a cada vez.

Será possível abandonar uma criança numa praça? No meu romance “Era Tudo que eu Tinha ...”, a própria mãe deixa o pequeno Iane num parquinho, numa cidade distante, e desaparece. O menino passa pelas agruras da vida.

Tenho mais três romances prontos, a editar:

“A Renovação da Águia”,um desses três romances, fala da realidade nua e crua da corrupção movida a inveja e traição. Mas fala também do poder de enfrentar as intempéries.

Tomo a liberdade de ler um parágrafo desse romance. É a fala da mãe, dirigida ao filho que está sofrendo. Ela diz:

“- Bem, acho que a alguns humanos é oferecida a ‘renovação’. Só que nós não teríamos coragem de enfrentar se nos fosse dado o livre arbítrio, então somos impelidos ao processo. Se entendermos, temos a chance de vencer e alcançar o segundo estágio da vida plena, que poderá ser melhor que o primeiro. Alguns sucumbem, mas eu tenho fé que você resistirá. No caso da águia o tempo de renovação gira em torno de cinco meses. No nosso caso não sabemos o tempo, só temos certeza de que, há o ‘tempo de sofrer’ mas chegará o ‘tempo da alegria’; há o ‘tempo de derribar’ mas chegará o ‘tempo de edificar’.”

Meu outro romance, “Um Lugar Aprazível”,  reúne os personagens de todos os meus livros anteriores; todavia é uma narrativa independente. Se alguém ler apenas esse livro, terá a compreensão da trama. Mas para quem leu toda a minha coleção a estória se tornará mais interessante.

Ao concluir esse livro, pensei e me ordenei:

“- Ponto final, Anna! Esse foi seu último livro!”

Mas ... alguns dias depois ... lá estava o “bichinho da inspiração” tocando o meu cérebro, mediante vários fatos reais, e aí eu escrevi:

“Ficção ou Futurismo?”

Esse é um romance de ficção científica. Sobre ele eu também espero que não saia das páginas escritas para o nosso dia a dia.

O segundo capítulo desse livro descreve o país onde a lenda ocorre e é preciso fazer um esforço sobrenatural para não comparar esse país a outro que a gente conhece bem de perto.

Ainda bem que ainda não se paga o imposto do sonho! Podemos então sonhar que algumas “pátrias amadas”, que estão “plantando bananeira”, ainda desvirem e voltem a ter a cabeça no lugar.

Bem, finalizando, quero citar duas frases do poema do saudoso Professor Aécio, que foi recitado pelo nosso confrade George na cerimônia de sua posse, sob a colocação de que, as palavras do poema deveriam ser “a bússola a nortear cada dia do nosso mais precioso bem: a vida”.

Essas são as duas frases que desejo reafirmar:

... Escolher ser feliz a cada dia;

... Encontrar sempre o lado positivo de tudo que nos rodeia.

Agradeço aos confrades e confreiras que me acolheram aqui nesta casa, cujo propósito é o de “incentivar a atividade literária, educativa e cultural de Nova Friburgo”, sob o prisma do imortal Azambuja: “Cultuar a arte é sublimar o espírito”.

Presidente Robério, Srs. Hartmut, Professor Jordão, Alberto, Ordirlei, George, Tereza, e demais acadêmicos, muito obrigada pelo carinho. Tenho muito que aprender com vocês, mas proponho-me a colaborar para a realização dos  projetos da nossa casa.

Concluo citando um poema meu, que aborda o tema da vida de muitas mulheres, e reafirma que, é possível vencer todas as lutas cotidianas e ao final encontrar, guardado numa caixinha no cantinho do coração, pronto para ser usado, um tesouro que quanto mais se distribui mais se tem: o amor.


O título do poema é: “A Operária-Mãe!”

        Levanta às quatro e meia
        Lava o rosto e se penteia
        Numa grande correria.
        Enquanto faz o café
        Numa atitude de fé
        Pede a Deus por um bom dia.

        Faz frio e, relutante
        Hesita ainda um instante
        Porém, sem outra saída,
        Levando ao colo o filhinho,
        Trêmulo, encolhidinho
        Sai para enfrentar a vida.

        Corre. Na rua deserta
        Seu bebê então desperta
        Parece que vai chorar;
        Olha a mãe e a reconhece;
        Seu sorriso a enternece
        Como um solzinho a brilhar.
        Sobe aquela escadaria.
        Lá em cima dona Maria
        Espera à porta de casa.
        Deixa o filho e tristemente
        Desce logo, segue em frente,
        Seu ônibus não atrasa.

        Lembra o filho e o peito dói,
        A saudade lhe corrói.
        Não tem jeito. Que fazer?
        Pensa nas mães sem entranhas
        Que os entregam a estranhas
        Prá curtir o seu lazer.

        Luta muito o dia inteiro
        Precisa desse dinheiro
        Prá sua manutenção,
        E se sente ameaçada
        Com a presença confirmada
        De uma nova recessão.

        O leite vai aumentar
        Quanto o pão vai custar?
        O aluguel tá disparado ...
        Nesse estado angustiante
        Sufoca a dor cruciante
        De um grito desesperado.

        À tardinha em seu lar
        Tem a roupa, o jantar
        E limpeza prá fazer.
        Com derradeira energia
        Enfrenta o final do dia
        Nessa luta prá valer.

        Mas ... tira ainda um tempinho
        Com muito amor e carinho
        E, cantando uma canção,
        Embala o pequeno ser
        Que adormece. Que prazer
        Tê-lo junto ao coração !

                    Obrigada a todos.

                 Anna Braga Asth – 21/10/2016.

Anna Braga Asth, friburguense, professora de música graduada pela Universidade Cândido Mendes, possui importante trabalho sobre “O Jogo na Educação Musical” e um trabalho de pesquisa em História das Artes, sobre o entrelaçamento das artes Música-Teatro-Dança.

Apaixonada por literatura, já lançou cinco romances e um livro de contos, e tem mais três romances devidamente registrados aguardando edição. Tem artigos publicados em pequenos jornais e na revista “Repensar”, do Instituto de Filosofia e Teologia Paulo VI.

Cadeira nº 01 - Patronímica: Afrânio Peixoto.
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Nova edição da revista/anuário da Academia Friburguense de Letras


Ficam convidados os acadêmicos da AFL para a nova edição da revista/anuário da Academia Friburguense de Letras. Receberemos até o dia 30 de novembro textos de acadêmicos(as) para publicação em nossa revista/anuário. Está disponibilizado até duas páginas A4, impressão em fonte Arial 12. margens com 3cm e espaçamento 1,5cm. Os textos devem ser enviados para o endereço eletrônico ordicosta@uol.com.br.

Nova Friburgo, 7 de novembro de 2016.


Ordilei Alves Costa
Diretor Cultural 
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Posse do acadêmico Sebastião A. B. de Carvalho com nova data: 18 de novembro



A Academia Friburguense de Letras participa a mudança da data da sessão solene de posse do novo membro desta Casa, o escritor Sebastião A. B. de Carvalho. A cerimônia se realizará na sede da entidade no dia 18 de novembro de 2016, às 19 horas. O novo acadêmico, membro efetivo, será saudado pelo acadêmico Hamilton Werneck e ocupará a cadeira n.º 35, patronímica de Raymundo Correa.
 
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